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Encontro Nacional de Comunicação da CUT debate banda larga universal

Entidades de apoio à democratização da mídia presentes no 5° Encontro Nacional de Comunicação da CUT consideram essencial a universalização da banda larga no Brasil
por Rodrigo Rodrigues publicado , última modificação 17/07/2009 16h35
Entidades de apoio à democratização da mídia presentes no 5° Encontro Nacional de Comunicação da CUT consideram essencial a universalização da banda larga no Brasil

A Central Única dos Trabalhadores realiza até esta sexta-feira (17), o 5º Encontro Nacional de Comunicação, em São Paulo. No 2º dia de debates (16), as discussões ficaram por conta da necessidade de regulamentação da banda larga no Brasil.

 

As entidades que formam o Fórum Nacional de Democratização da Mídia defendem uma intervenção do Estado, para que esses serviços sejam prestados em regime de concessão, como já acontece com a telefonia ou a TV por assinatura.

Segundo o representante do coletivo Intervozes, João Brant, os serviços de banda larga são um poderoso instrumento de inclusão social. Ele lembra que grande parte dos brasileiros ainda não têm acesso a esse importante recurso, que não pode ficar apenas sob a tutela empresarial. “Se o lucro é a única referência, nós vamos ter sempre uma parcela da população sem esse serviço”.

Brant ressalta que o Brasil tem uma das mais caras tarifas de telecomunicações do mundo e é preciso regulamentar esses serviços. Para ele, o palco dessas discussões será a Primeira Conferência Nacional de Comunicação, que acontece em Brasília no mês de dezembro.

 

Para o coordenador-geral do Fórum Nacional de Democratização das Comunicações, Celso Schröder, as discussões sobre a banda larga não podem incorrer no mesmo erro da TV digital, que só serviu aos interesses das empresas. “A banda larga não pode ser vista apenas do ponto de vista do negócio, deve haver uma instrumentalização pública”, explica Schröder.

Alternativa

Outro assunto debatido no encontro nacional de comunicação da CUT foi a necessidade de criação de uma rede alternativa para contrapor as orientações políticas pregadas pela mídia.

Para o coordenador da Rede Brasil Atual de comunicação, Paulo Salvador, iniciativas como o programa de rádio e o site  devem ser cada vez mais incentivados. “O mundo do trabalho é muito rico e no Brasil existem os 'não fatos', questões que são extremamente importantes e que não saem na mídia", defende.

Para ele, é possível construir essa alternativa, fazendo com que o mundo do trabalho e esses "não fatos" cheguem às pessoas. Estamos "construindo um Brasil e um cidadão novo”, explica Paulo Salvador.

No último dia (17) do Congresso Nacional de Comunicação da CUT serão definidas as propostas da Central Única dos Trabalhadores para debate nas plenárias da conferência nacional.

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