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Cesta básica sobe menos do que o salário mínimo, aponta Dieese

Ainda assim, estudo calcula que são necessárias quase 100 horas de trabalho mensal, em média, para adquirir os itens da cesta
por José Mombelli, Jornal Brasil Atual publicado , última modificação 15/07/2009 19h12
Ainda assim, estudo calcula que são necessárias quase 100 horas de trabalho mensal, em média, para adquirir os itens da cesta

Produtos da Cesta Básica subiram de preço em Salvador, Vitória e Goiânia, mas menos do que o salário mínimo (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

O trabalhador que ganha salário mínimo comprometeu 98 horas e 58 minutos de sua jornada mensal no mês de junho para adquirir os 13 itens da cesta básica.
O cálculo é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que constatou barateamento da cesta básica em 13 das 17 capitais pesquisadas nos últimos 12 meses.

Houve aumento de preços só em três capitais: Salvador, Vitória e Goiânia. Mesmo nessas capitais onde a cesta básica aumentou em relação a junho do ano passado, houve redução do número de horas necessárias para a compra dos alimentos.

A explicação se deve  principalmente, ao aumento do poder de compra do trabalhador de baixa renda, que teve o salário mínimo reajustado em mais que o dobro da inflação.

O melhor comportamento de preços foi registrado em Aracaju, onde a cesta básica tem o menor custo do país, R$ 176,35, com redução de 8,03% em relação a junho de 2008, e corresponde a 83 horas e 26 minutos trabalhados.

Porto Alegre tem a cesta básica mais cara, R$ 243,66 mesmo tendo ficado 1,24% menor na comparação anual. Na capital gaúcha, o trabalhador compromete 115 horas e 17 minutos de seu trabalho mensal para adquirir a cesta básica de alimentos.

Com informações da Agência Brasil

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