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Professores e funcionários da USP devem retomar negociação

Caso reitora Suely Vilela cumpra promessa de retirar Polícia Militar do campus, as categorias prometem participar de reunião marcada para esta segunda-feira
por João Peres, da RBA publicado 21/06/2009 14h15, última modificação 22/06/2009 09h00
Caso reitora Suely Vilela cumpra promessa de retirar Polícia Militar do campus, as categorias prometem participar de reunião marcada para esta segunda-feira

 

Está marcada para 14h desta segunda-feira (22) a retomada das negociações entre o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) e o Fórum das Seis, que representa professores e funcionários de USP, Unesp e Unicamp. 

A nova reunião será possível se as duas partes cumprirem o acordo ensaiado na última semana. De um lado, a reitora da USP, Suely Vilela, promete determinar a saída da Polícia Militar do campus – os policiais estão na Cidade Universitária desde o início do mês e, neste período, reprimiram uma manifestação

De outro, funcionários prometem, no dia de negociações, não realizar piquetes em frente aos prédios. No entanto, a intenção do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) é promover bloqueios nos dias em que não houver reuniões – o piquete, segundo o movimento, é uma arma para que servidores em greve não sejam ameaçados pelos chefes de unidade e de departamento a sofrerem sanções caso não trabalhem normalmente.

Em nota, Suely Vilela manifestou que, com a proposta, “reafirmo minha disposição, em nome da Administração Central, em resolver os conflitos ora colocados e estabelecer a normalidade das atividades institucionais”. 

O professor João Chaves, presidente da Associação de Docentes da Unesp (Adunesp), manifestou durante ato da semana passada em São Paulo que o Fórum das Seis só negocia se não houver polícia no campus. “Tenho certeza de que a opinião pública sempre se manifesta favorável ao diálogo como forma de superar os conflitos. Espero que o Cruesp possa ter feito autocrítica, tomado consciência de que as iniciativas foram muito ruins”, afirma. 

Caso a reunião seja de fato realizada, será rompido um hiato de quase um mês sem conversas. A última rodada de negociações deveria ter ocorrido em 25 de maio mas, na ocasião, professores e funcionários acusam ter sido impedidos de ingressar na Reitoria da USP para dialogar. Começou, então, um movimento que resultaria em piquetes, Polícia Militar no campus, repressão policial e posterior adesão à greve de docentes e estudantes de USP e Unicamp e de algumas unidades da Unesp. 

Greve

Os funcionários da USP estão em greve há 40 dias por reajuste salarial de 16%, incorporação de R$ 200 a todos os salários e a readmissão de Claudionor Brandão, funcionário demitido no ano passado.

Os professores querem a reforma no estatuto da Universidade de forma a tornar maior a participação de funcionários e alunos, além do reajuste. 

Os estudantes querem o fim do projeto da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp), que prega o ensino a distância.

 

 

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