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Professores de SP param nesta quarta

Sindicato cobra negociação e critica ação do governo do estado de tomar medidas unilaterais e evitar negociação
por Rodrigo Rodrigues, Jornal Brasil Atual publicado , última modificação 01/06/2009 09h58
Sindicato cobra negociação e critica ação do governo do estado de tomar medidas unilaterais e evitar negociação

Os professores da rede estadual aproveitaram o ato unificado de sexta-feira e também aprovaram uma paralisação das atividades nesta quarta-feira (3). Além de reivindicarem reajuste de 27,5%, os professores também exigem a retirada de dois projetos que tramitam na Assembleia Legislativa.

Um desses projetos estabelece novas jornadas de trabalho para os professores e o outro a contratação de educadores temporários, com salários ainda mais achatados e por, no máximo, 200 dias. “Mais uma vez o governo usa a estratégia de mexer com a vida dos professores para não dar reajuste”, critica a presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Ofical do Estado de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Noronha.

Para a dirigente, as duas propostas em tramitação surgiram apenas para atrapalhar a negociação de reajustes. “Toda vez é isso, uma vez é um PLC [projeto de lei complementar], outra hora é um decreto, e ele leva a coisa, não precisa dar reajuste, não mexe com as condições de trabalho do professor”, lamenta.

A Apeoesp promete buscar negociações sobre reajuste e condições de trabalho. “Da forma como está, acredito que nem para esses contratos de um ano, como está no PLC, tenha professor para dar aula. Quem vai querer?”

Maria Izabel Noronha diz que uma nova assembléia dos professores está marcada para a própria quarta-feira, às 14h. Na reunião a categoria decidirá se a paralisação do dia três continua ou não.