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Contra ocupação da PM, funcionários da USP pretendem bloquear portão da universidade

Reunião extraordinária dos professores foi convocada para amanhã depois que as viaturas policiais retornaram ao campus
por João Peres, da RBA publicado , última modificação 03/06/2009 17h17
Reunião extraordinária dos professores foi convocada para amanhã depois que as viaturas policiais retornaram ao campus

O Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) vai promover nesta quinta-feira (4) a partir de 6h o “trancaço”, que consiste em fechar o Portão 1 da Cidade Universitária. A entidade manifesta que, além de mostrar a contrariedade à interrupção das negociações por aumento salarial, o movimento tem como finalidade protestar contra o retorno da Polícia Militar ao campus nesta quarta-feira (3).

A Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp) também manifestou contrariedade à presença de policiais na Cidade Universitária, na Zona Oeste de São Paulo. Segundo a Adusp, as viaturas foram posicionadas junto aos prédios em que os trabalhadores realizam piquetes, especialmente a Reitoria e a Antiga Reitoria.

Por isso, a entidade convocou assembleia em caráter extraordinário para quinta-feira (4) às 16h. Anteriormente, o movimento havia definido que participaria de atos na próxima semana organizados pelo Fórum das Seis, que congrega os representantes de funcionários e professores das três universidades estaduais paulistas.

O professor Marco Antônio Prinati, diretor da Adusp, destaca que “dentro da universidade, as divergências deveriam ser resolvidas pela negociação. As conversas foram interrompidas e, em troca, chamaram a PM para o campus”. O docente da Escola Politécnica reclama que as reuniões do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) com o Fórum das Seis foram canceladas sem explicação e não há nenhuma resposta por parte da direção.

Em nota, o Cruesp, atualmente presidido pela reitora da USP, Suely Vilela, afirmou que as conversas com professores e funcionários serão retomadas quando forem encerradas as “ações coercitivas prejudiciais ao pleno funcionamento das atividades institucionais”. Os reitores alegam que o Fórum das Seis refutou a participação na reunião convocada para 25 de maio e que o Cruesp “age de forma responsável e sem demagogia ao conceder reajustes salariais sem comprometer as atividades de ensino, pesquisa, extensão e administração”.  

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