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Secretaria rompe contrato, e crianças autistas podem ficar sem atendimento em SP

Convênio entre centro de excelência e Secretaria Estadual de Saúde tem problemas desde 2013; custo de tratamento na rede privada pode chegar a R$ 5 mil
por Redação RBA publicado 26/02/2015 11h37, última modificação 26/02/2015 13h26
Convênio entre centro de excelência e Secretaria Estadual de Saúde tem problemas desde 2013; custo de tratamento na rede privada pode chegar a R$ 5 mil
reprodução/TVT
autismo

Isabella, de dez anos, é uma das 110 crianças no estado que correm o risco de ficar sem tratamento

São Paulo – Mais de 100 crianças autistas podem ficar sem atendimento em São Paulo. A Secretaria Estadual de Saúde rompeu um convênio com o Centro Pró-Autista, que existe há 15 anos e, agora, corre o risco de ser fechado.

O centro é tido como referência por trabalhar com o método neurofuncional, com eficácia reconhecida internacionalmente, e é o único que utiliza esse método em todo o estado. É por isso que muitas mães se preocupam com o fim do atendimento e devem entrar com uma ação coletiva contra o estado.

De acordo com o Centro Pró-Autista, os problemas com a secretaria começaram após a publicação da Resolução 63, em junho de 2013, obrigando estabelecimentos que atendem autistas a ter profissionais de fisioterapia e enfermagem.

“Quem escreveu e quem aprovou essa resolução não entende de autismo. Na resolução, menciona que você tem que ter uma enfermeira e um fisioterapeuta, mas os autistas, as nossas crianças, não têm nenhum problema com mobilidade. Não há necessidade de um fisioterapeuta”, afirma Alessandro Di Giuseppe, diretor-executivo do centro.

A Secretaria Estadual de Saúde foi procurada pela equipe do Seu Jornal, da TVT, mas não respondeu sobre os motivos que levaram ao fim do convênio.

Um tratamento particular para crianças com autismo pode chegar a custar até R$ 5 mil por mês, valor inacessível para muitas famílias.

Assista a reportagem completa do TVT:

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