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Dilma volta a defender Mais Médicos e importação de profissionais

Ao comandar inauguração de laboratório farmacêutico no interior de SP, a presidenta destacou que melhoria da saúde vai além de remédios e equipamentos
por Cida de Oliveira, RBA publicado 13/08/2013 18h25, última modificação 13/08/2013 18h33
Ao comandar inauguração de laboratório farmacêutico no interior de SP, a presidenta destacou que melhoria da saúde vai além de remédios e equipamentos
Roberto Stuckert Filho/Presidência
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Ao lado de Padilha, Dilma salientou que médicos são tão importantes quanto medicamentos e equipamentos

São Paulo – A presidenta Dilma Rousseff voltou a defender hoje (13) em Itapira (SP) o programa Mais Médicos. Ela comandou a inauguração da ampliação do complexo industrial do laboratório Cristália localizado naquela cidade.

"A saúde de qualidade requer a existência não só de medicamentos, mas também de equipamentos e de médicos para diagnosticar e prescrever. Sem médico não dá. Há 700 municípios no país sem um único médico", disse a presidenta.

Dilma ressaltou que com o programa, o governo pretende aumentar a presença desses profissionais com a criação de mais vagas em cursos de medicina e na residência médica em especialidades de grande carência, como pediatras, por exemplo, e que vai contratar médicos formados em universidades do exterior para ocupar vagas que não forem preenchidas por médicos brasileiros, formados em universidades brasileiras.

Ela lembrou ainda que 309 municípios paulistas – quase metade dos 645 – aderiram ao Programa Mais Médicos, solicitando 2.197 profissionais. "Isso mostra que a falta de médicos afeta também o estado mais rico do país".

Medicamentos estratégicos

A presidenta destacou ainda a importância da parceria do governo com o Cristália e reafirmou o compromisso com empresas que pesquisam, inovam e trazem renda para o país.

"Estamos usando o poder de compra do estado brasileiro para estimular a indústria nacional. E o fortalecimento da política de atenção oncológica é um compromisso. Criamos programas para ampliar o atendimento ao câncer de mama e colo de útero. No ano que vem vamos vacinar as meninas contra o HPV, principal causador do câncer de colo de útero”, afirmou.

O ministro Padilha ressaltou a produção de medicamentos no país, que garante saúde, segurança para os pacientes e contribui para a oferta de empregos.

“Com a produção nacional de medicamentos estratégicos para o SUS, a Cristália beneficia a população brasileira, que terá acesso garantido aos medicamentos, uma vez que o país se torna independente da importação desses produtos, e menos suscetível à instabilidade do câmbio”, afirmou .

A inauguração do complexo contou ainda com a presença dos ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, e da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, além de deputados e autoridades locais.

Além de inaugurar sua primeira planta para a produção de medicamentos biotecnológicos, o laboratório Cristália vai expandir sua unidade de fabricação de insumos e construir uma fábrica de medicamentos para o tratamento do câncer.

O laboratório, que atualmente produz metade dos insumos utilizados na sua produção, pretende passar a produzir 100%. Foram investidos R$ 208 milhões no empreendimento, sendo R$ 58 milhões financiados pelo governo federal.

O laboratório firmou 31 parcerias com laboratórios públicos e privados desenvolvidas pelo Ministério da Saúde para a produção nacional de medicamentos por meio de transferência de tecnologia, permitindo ao país a autonomia do processo de produção, desde o desenvolvimento até a comercialização. Em contrapartida, o Ministério da Saúde compra os medicamentos do laboratório privado por cinco anos para atender à demanda do SUS.

Essas parcerias dobraram o faturamento do Cristália nos últimos quatro anos. Sete dos produtos em processo de transferência de tecnologia que o envolvem já estão registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e cinco já estão sendo distribuídos aos pacientes do SUS, como o imatinibe, contra leucemia, os antipsicóticos clozapina, olanzapina e quietipina, e o antirretroviral Tenofovir. Para a compra desses medicamentos, o Ministério da Saúde investe cerca de R$ 400 milhões por ano.

Com informações do Ministério da Saúde