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Ações de conscientização marcam o Dia Mundial de Luta contra Aids no Rio

por Flávia Villela publicado , última modificação 01/12/2009 16h07

Ministro Temporão no lançamento da campanha mundial contra Aids em Brasília (Foto: Rondon Vellozo/MS)

Rio de Janeiro - Diversas ações de conscientização marcaram hoje (1º) o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, no Rio de Janeiro.

Na Central do Brasil e na estação ferroviária de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, uma tenda foi montada para dar orientação sobre doenças sexualmente transmissíveis, prevenção e higiene, com distribuição de preservativos e folhetos educativos. A iniciativa é fruto da parceria entre a Supervia, concessionária dos trens urbanos do Rio, o Serviços Social do Comércio (Sesc-Rio) e a prefeitura de Duque de Caxias.

Em Itaboraí, durante todo o dia, agentes de saúde vão dar informações à população sobre a doença e distribuir preservativos e folhetos informativos, com direito a oficinas de circo e música.

Em Niterói, o Instituto Vital Brazil (IVB) promove a campanha "Fique Sabendo". De hoje até sexta-feira (4), 1,5 mil pessoas poderão fazer testes de aids gratuitamente em 12 postos de saúde da cidade.

Durante toda a manhã, na estação do metrô Carioca, no Centro, representantes da Associação Brasileira de Bancos de Sangue, entregaram folhetos e alertaram a população sobre a importância da utilização do teste NAT (Teste de Ácido Nucléico), hoje o teste mais eficaz na triagem das bolsas de sangue.

O diretor do Banco de Sangue da Santa Casa, João Carlos Tyle, lamentou que em todo o país apenas 5% dos testes de HIV sejam realizados com o NAT, já que o sistema público ainda utiliza o teste tradicional, o Elisa, e a maioria dos planos de saúde não cobre o teste mais avançado.

“Na Europa, o NAT é obrigatório desde 1998. Enquanto o Elisa leva até 22 dias para detectar o vírus da Aids (HIV) e cerca de 70 dias o da Hepatite C (HCV), o NAT permite que se detecte o vírus da aids em torno de dez dias, o que significaria mais de 50% a menos de risco, e 20 dias para a Hepatite C, com redução de risco de quase 72%.”

O Ministério da Saúde ainda não adotou o teste NAT nos hemocentros públicos devido ao alto custo do procedimento que, assim como o Elisa, é importado. Desde 2004, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) está desenvolvendo um Kit NAT com tecnologia brasileira que será testado em 2010 pelo Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti, o Hemorio.

Estudos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apontam que o novo teste evitaria 355 novas contaminações de Aids e Hepatite C por ano no Brasil, caso fosse adotado para a triagem de todo o sangue coletado no país.

Fonte: Agência Brasil



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