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Estudo aponta desnutrição crônica nula em dez anos

Aumento da escolaridade das mães, acesso à Saúde e aumento de renda são motivos de melhora. Mortes por diarreia caíram 93% em 25 anos
por Redação da RBA publicado , última modificação 19/11/2009 17h29
Aumento da escolaridade das mães, acesso à Saúde e aumento de renda são motivos de melhora. Mortes por diarreia caíram 93% em 25 anos

A desnutrição crônica não alcança mais relevância epidemiológica no país. A conclusão é do estudo Saúde Brasil 2008, divulgado nesta quinta-feira (19) pelo Ministério da Saúde. Além disso, O número de mortes provocadas por diarreia em crianças com menos de um ano de idade caiu 93,4% em 25 anos.

A coordenadora-geral de Doenças e Agravos Não Transmissíveis, Deborah Malta, afirmou que, em dez ou 15 anos, a desnutrição será um problema “praticamente nulo” para a população brasileira – inclusive entre crianças menores de cinco anos, as mais atingidas.

 

Os dados indicam que o acesso à alimentação tem contribuído para o aumento da estatura de crianças nesta faixa etária e que, entre 1974 e 2007, o índice de déficit de altura – principal indicador da desnutrição – caiu 75%.

Para Deborah, a melhora se deve ao aumento da renda das famílias, da cobertura de serviços de saúde e da escolaridade das mães. Ela lembrou ainda que tecnologias consideradas simples – como a de reidratação natural e o acesso à água tratada e ao saneamento – têm eficácia comprovada.

A coordenadora destacou, entretanto, que o sobrepeso e a obesidade têm ocupado o lugar da desnutrição entre os brasileiros – sobretudo entre os jovens. Outra preocupação, segundo ela, diz respeito aos altos índices de diabetes. Em 1990, os números eram de 16,3 para cada 100 mil habitantes e, em 2006, passaram para 24 em 2006.

Mortes por diarreia em baixa

O número de mortes provocadas por diarreia em crianças com menos de um  passaram de 32.704, em 1980, para 1.988, em 2005. No mesmo período, o total de mortes de crianças com menos de um ano caiu 71,3%, passando de 180.048 para 51.544.

A taxa de mortalidade infantil mais recente no país, relativa a 2007, é de 19,3 óbitos para cada mil nascidos vivos. Comparado a 1990, há redução de 59,7% na proporção de mortes.

A pesquisa também destaca a queda no número de mortes causadas por mais mais quatro grupos de doenças relacionadas a altas taxas de mortalidade de crianças de 1980 a 2005: doenças imunizáveis como poliomielite e sarampo (97,2%), desnutrição e anemias nutricionais (89,2%) e infecções respiratórias agudas como pneumonia (87,5%). A menor queda registrada (41,8%) trata dos problemas que acometem crianças na primeira semana de vida, ainda que a morte ocorra depois disso.

A pesquisa indica que o Brasil está entre os 16 países com condições de atingir a meta dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio de chegar à “taxa aceitável” de 14,4 mortes por cada mil nascidos vivos até 2012 – três anos antes do prazo final.

Com informações da Agência Brasil