Brasil receberá 18 milhões de doses de vacina contra a gripe A até janeiro

Isaías Raw, presidente da Fundação Instituto Butantan, disse que as vacinas brasileiras devem ficar prontas até o primeiro semestre de 2010

(Foto: Ivan Alvarado/Reuters)

 

São Paulo – Até janeiro, 18 milhões de doses de vacina contra o vírus Influenza H1N1 devem chegar ao Brasil. Do total, um milhão já estará pronta para imunizar a população, conforme os critérios adotados pelo Ministério da Saúde, e as 17 milhões restantes serão finalizadas pelos pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo.

De acordo com o presidente da Fundação Instituto Butantan, Isaías Raw, a entidade tem capacidade para finalizar as vacinas francesas e ainda produzir as brasileiras. A estimativa é que 30 milhões de doses contra a influenza A (H1N1) – gripe suína – sejam produzidas no Brasil até o ano que vem a partir da cepa do vírus que chegou na terça-feira (11) da Inglaterra.

Durante coletiva à imprensa na tarde dessa quarta-feira (12), Raw disse que as vacinas brasileiras devem ficar prontas até o primeiro semestre de 2010. “Mas ainda não sabemos se esta quantidade atenderá 30 milhões de pessoas ou 15 [milhões] pois não temos conhecimento de quantas doses serão necessárias, uma ou duas”, afirmou.

A vacina brasileira será produzida a partir dos dois tubos contendo a cepa do vírus que chegaram ontem da Inglaterra em um recipiente a menos de 80ºC e deverá ser testada em 500 jovens voluntários. Segundo Raw, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que 10% das vacinas produzidas sejam destinadas para países pobres.

O processo entre a fabricação da vacina e a imunização da população deve demorar, pois é necessário que seja feito um ensaio clínico que, por sua vez, depende da aprovação de uma comissão de ética e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo Raw, a Anvisa “está disposta a ser rápida no que lhe compete”.

“Produzimos a vacina contra a gripe aviária e foi um sucesso. O mesmo acontecerá com esta nova gripe”, disse o presidente, mesmo sem saber se a vacina será eficaz no próximo inverno, já que o vírus pode sofrer mutações. “Não sabemos se ele ficará mais forte ou mais fraco”, ressaltou. Raw explicou também que em quesito de vacinas o Brasil possui autonomia. “Não dependemos de ninguém para produzir vacinas.”

Fonte: Agência Brasil

Leia também

Últimas notícias