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Lula propõe reunião de países da América Latina com OMC para discutir Gripe A

Encontro ocorreria em agosto, no Equador. Lula também falou sobre os efeitos da crise econômica mundial na região
por Mylena Fiori publicado , última modificação 24/07/2009 13h10
Encontro ocorreria em agosto, no Equador. Lula também falou sobre os efeitos da crise econômica mundial na região

Lula conversa com presidente da Bolívia, Evo Morales, durante encontro de Cúpula do Mercosul (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Assunção (Paraguai) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs, nesta sexta-feira (24), a realização de uma reunião entre ministros da saúde latino-americanos, laboratórios farmacêuticos e a Organização Mundial da Saúde (OMS) para tratar da quebra de patentes de medicamentos e vacinas contra influenza A (H1N1) – gripe suína.

A sugestão foi feita durante a Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e dos Estados Associados, que se realiza neste momento em Assunção.

O encontro ocorreria em torno do dia 10 de agosto, em Quito, no Equador, paralelamente à cúpula de líderes da União das Nações Sul-Americanas (Unasul). Na quinta (23), ministros da saúde e de desenvolvimento social da região já haviam tratado sobre o tema, que deve constar na declaração final dos presidentes.

Lula também falou sobre os efeitos da crise econômica mundial na região, frisando que os países sul-americanos não foram tão afetados porque não seguiram a cartilha das instituições multilaterais e apostaram no fortalecimento do Estado. “A mão invisível do mercado não foi capaz de oferecer soluções economicamente responsáveis e socialmente justas. Foi a mão visível do Estado que começou a retirar a economia mundial da beira do abismo”, discursou o presidente.

“No Brasil, por exemplo, mantivemos e fortalecemos os bancos públicos e um Estado regulador vigoroso, que impediu a repetição da aventura financeira praticada nos centros do capitalismo mundial”, afirmou, destacando ser necessário assegurar também os níveis de emprego e produção.

O presidente alertou, no entanto, que é preciso evitar a adoção de medidas protecionistas, que ganharam força após a crise. Em resposta às críticas dos sócios menores quanto às barreiras impostas ao livre-comércio na região, Lula lembrou que no primeiro semestre de 2009 as importações brasileiras dos demais sócios do Mercosul alcançaram o recorde de cerca de US$ 15 bilhões.

“Nosso processo de integração ainda se defronta com dificuldades, mas os críticos da integração regional não podem desconhecer certas realidades. Foi graças ao dinamismo do comércio sul-sul, e em especial do comércio intramercosul, que conseguimos atenuar o impacto decorrente da redução da demanda dos países desenvolvidos”, ponderou.
Na avaliação de Lula, a integração não avançará se os benefícios do desenvolvimento não forem distribuídos de forma “solidária e equilibrada” entre os sócios. “Nenhum de nossos países pode se desenvolver separado de seus vizinhos. Não pode haver ilhas de prosperidade cercadas de mares de desigualdade”, afirmou.

Fonte: Agência Brasil

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