Pesquisa de opinião

Fiocruz quer saber o que a população pensa sobre medidas de lockdown

Objetivo é que os dados coletados possam subsidiar o planejamento de políticas públicas de enfrentamento da pandemia para beneficiar um maior número de pessoas

Rovena Rosa/ABR
Região da 25 de Março, no centro de São Paulo. Completamente vazia no início da pandemia, em 2020

São Paulo – A Fiocruz quer ouvir a opinião da população sobre medidas de lockdown adotadas recentemente em todo o país. A ideia é saber o que as pessoas pensam sobre a restrição de circulação de pessoas, o fechamento do comércio e de atividades que não são consideradas essenciais para frear a crescente disseminação do novo coronavírus. Para isso, o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) já abriu uma pesquisa on line, que coletará dados até o próximo dia 30. Clique aqui para responder ao questionário.

São 30 perguntas, que devem ser respondidas de forma anônima, a partir do próprio celular. O participante, que deve ter mais de 18 anos e residir no Brasil, não leva mais do que 10 minutos para dizer o que pensa a respeito das medidas de lockdown.

Coordenada pelo pesquisador Dimitri Abramov, a pesquisa tem como objetivo avaliar o posicionamento da população sobre o tema conforme suas características demográficas. “Com certeza observaremos divergências de opinião, mas queremos explorar os fatores associados a essas diferenças”, disse.

Agravamento da pandemia

Conforme o pesquisador, a pesquisa partiu da observação da grande divergência de opiniões sobre a adoção do lockdown mesmo diante do agravamento da pandemia em comparação aos primeiros meses. “É relevante realizarmos estudos dessa natureza para que possamos planejar políticas públicas de enfrentamento da pandemia que possam beneficiar o maior número possível de pessoas”. O lockdown é recomendado por autoridades internacionais de saúde como medida para barrar a transmissão do novo coronavírus. E tem sido defendido por entidades e organizações.

Ontem (8), as dezenas de entidades ligadas à área da saúde e sindicais que integram o Conselho Nacional de Saúde ingressaram com ação no Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo é que a Corte obrigue o governo federal a decretar lockdown de 21 dias, além de pagar auxílio emergencial adequado à população.  

Para os autores da ação, a omissão do governo de Jair Bolsonaro é a principal responsável pela escalada do número de mortes em todo o país e pelo completo colapso do atendimento na rede pública e privada. O Brasil ultrapassou os 345 mil mortos, o que representa 30% de todos os óbitos por covid-19 no mundo.


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