Momento de cautela

Com 10 regiões com mais 90% de ocupação de UTI, São Paulo mantém fase vermelha

Coordenador do Comitê do Coronavírus disse hoje (7) que a queda nas internações ainda é pequena e fase vermelha deve continuar na próxima semana

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Apesar da redução no número de internações, situação ainda é instável e fase vermelha deve continuar

São Paulo – O estado de São Paulo vai continuar, pelo menos, na fase vermelha da quarentena na próxima semana, segundo indicou hoje (7) o coordenador do Comitê de Contingência do Coronavírus, Paulo Menezes. Apesar de ter havido uma redução nas internações diárias por covid-19, o estado ainda tem 10 regiões com mais de 90% de ocupação de unidades de terapia intensiva (UTI). E as outras sete ainda têm mais de 85% desses leitos ocupados. O número total de pacientes internados no estado caiu de 31.175, no dia 31 de março, para 29.085 hoje. No entanto, a queda foi bem menor entre pacientes em UTI do que nos de enfermaria.


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São Paulo entrou na fase vermelha da quarentena em 6 de março. E está na fase emergencial, a mais restritiva até agora, desde o dia 15 de março. Mesmo assim, os resultados das restrições só começaram a aparecer na última semana. O número de pacientes internados em enfermarias, que chegou a 18.214 no dia 31 de março, hoje está em 16.171, uma redução de 11,2%. Já o número de pacientes em UTI chegou a 13.098, no dia 3 de abril, e hoje está em 12.914, queda de 1,4%. A taxa de ocupação de UTI no estado está em 89,8%. A fase atual vale até dia 11. E depois, o mais provável é que seguirá a fase vermelha.


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“De fato, nós conseguimos uma desaceleração. Os indicadores mostram uma melhora pequena, mas é que deve prosseguir nas próximas semanas. Nós estamos discutindo a necessidade de extensão ou não da fase emergencial e até sexta-feira (9) vamos passar a recomendação ao governo, que vai decidir como encaminhar. É bem provável que nós continuemos com os níveis de restrição que nós temos hoje por mais algum tempo”, afirmou Menezes. O mais provável é que o estado avance para a fase vermelha, com um pouco menos restrições.

A média de internações diárias por covid-19 chegou a 3.399 no dia 26 de março, o maior número até hoje. Desde então iniciou uma queda, chegando ontem a 2.977, menor número desde 19 de março. A queda geral é de 12,8% nos últimos sete dias. No entanto, hoje foram registradas 2.762 novas internações, o maior número em quatro dias. O que mostra como a redução ainda é instável e a situação pode se complicar novamente se uma reabertura for precipitada.

Representantes dos shoppings, por exemplo, pressionam para que o governo paulista passe direto à fase laranja da quarentena na próxima semana, com a reabertura de vários setores. Na fase vermelha, seguem funcionando apenas os serviços essenciais. No entanto, celebrações religiosas, campeonatos esportivos e retirada de produtos no comércio também podem ser retomados. Na fase vermelha não há toque de recolher, mas uma restrição de circulação entre as 23h e 5h, todos os dias.


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Das 17 regiões do estado, 10 estão com a ocupação de UTI acima de 90%: Araçatuba (94%), Barretos (96,6%), Bauru (96,9%), Franca (96,6%), Marília (94,8%), Presidente Prudente (93,8%), Registro (92%), Ribeirão Preto (93,6%), São José do Rio Preto (93%) e Sorocaba (95%). As demais estão acima de 85% de ocupação de UTI: Araraquara (89,3%), Baixada Santista (88,2%), Campinas (89,8%), Grande São Paulo (89%), Piracicaba (85,6%), São João da Boa Vista (86,3%) e Taubaté (87,5%). Todos os índices ainda são, pelo menos, de fase vermelha.

Além da queda nas internações, o número de novos casos de covid-19 apresentou uma pequena redução, após 5 semanas se aumentos constantes. Mesmo assim, o número de novos casos registrados está em níveis muito superiores aos registrados em todo o ano passado, com média diária de 15,6 mil testes positivos.

Já o número de mortes por covid-19 segue em ascensão, registrando recordes quase todos os dias. Na última semana, houve aumento de 15,5% nos óbitos, com média diária de 715 pessoas vítimas por dia. Apenas nas últimas 24 horas foram registradas 889 mortes no estado de São Paulo.