Agora vai?

Cardiologista Marcelo Queiroga é o novo ministro da Saúde, diz Bolsonaro

Médico foi anunciado após tentativa frustrada junto à médica Ludhmila Hajjar, que foi ameaçada nas redes por extremistas seguidores do presidente

Câmara de João Pessoa
O médico afirmou à "Folha de S. Paulo" que não defende as bandeiras bolsonaristas, como a cloroquina.

São Paulo – Marcelo Queiroga, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), é o novo ministro da Saúde. Ele substitui o general Eduardo Pazuello. Natural de João Pessoa e formado em Medicina pela Universidade Federal da Paraíba, Queiroga foi indicado por Bolsonaro para ser um dos diretores da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no ano passado, mas seu nome ainda não foi sancionado pelo Senado.

Segundo Bolsonaro, ele já conhecia Queiroga “há alguns anos”. “Não é uma pessoa que tomei conhecimento há poucos dias. E tem tudo no meu entender para fazer um bom trabalho, dando prosseguimento em tudo que o Pazuello fez até hoje”, disse o presidente.

À Folha de S.Paulo neste domingo (14), o médico afirmou que não defende as bandeiras bolsonaristas, como a cloroquina. “A própria Sociedade Brasileira de Cardiologia não recomendou o uso dela nos pacientes”, disse. “E nem eu sou favorável porque não há consenso na comunidade científica.”

Marcelo Queiroga foi anunciado como ministro após tentativa frustrada junto à médica Ludhmila Hajjar, que foi ameaçada após o convite por bolsonaristas nas redes sociais. Queiroga é diretor do Departamento de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (Cardiocenter) do Hospital Alberto Urquiza Wanderley, em João Pessoa, segundo o currículo que enviou ao Senado.


Leia também


Últimas notícias