Suspeita de irregularidades

Exército e Pazuello têm 15 dias para explicar distribuição de cloroquina

Tribunal de Contas da União apura a compra de insumos por preço maior, a produção e a distribuição do medicamento pelo Exército, além dos atos do Ministério da Saúde

Valter Campanato/Agência Brasil
Bolsonaro e Pazuello incentivaram o uso de cloroquina mesmo sem comprovação científica de eficácia contra a covid-19

São Paulo – O Tribunal de Contas da União (TCU) deu prazo de 15 dias para o Exército e o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, prestarem esclarecimentos sobre a fabricação e distribuição de comprimidos de cloroquina a estados e municípios. Mesmo sem eficácia comprovada no tratamento de pessoas com covid-19 e apesar das advertências de especialistas e autoridades de saúde, o medicamento virou bandeira do governo de Jair Bolsonaro. Equipe do Ministério da Saúde chegou a pedir autorização à prefeitura de Manaus para percorrer as unidades de saúde para estimular o uso da droga.

O TCU quer que o Ministério da Saúde informe sobre o armazenamento, fracionamento e distribuição de 3 milhões de comprimidos de hidroxicloroquina, versão mais fraca da cloroquina, doados pelo então presidente dos Estados Unidos Donald Trump. E também sobre os critérios de distribuição dos comprimidos de 150 mg produzidos pelo Laboratório Químico e Farmacêutico do Exército para as secretarias estaduais e municipais de saúde.

O ministro Eduardo Pazuello terá de explicar ainda se as secretarias de Saúde enviaram ofício pedindo essa quantidade de remédios.

E ao Exército caberá responder sobre a dispensa de licitação para compra de sal difosfato, usado na produção de cloroquina. Bem como a quantidade de cloroquina de 150 mg produzida em 2017, 2018 e 2019, e o volume de sal difosfato usado nessas produções, além da previsão de produção de cloroquina de 150 mg para 2021.

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Redação: Cida de Oliveira


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