Condução desastrada

‘Vacina para todos já!’, pedem 11 ex-ministros da Saúde

Manifesto conjunto diz que Bolsonaro e Pazuello têm estratégia de vacinação “desastrada e ineficiente”, que coloca em risco conquistas históricas do sistema de imunização brasileiro

Alan Santos/PR
Ministro da Saúde de Bolsonaro, general Pazuello está sob investigação por mortes por asfixia de pacientes do covid-19 no estado do Amazonas

São Paulo – A condução “desastrada e ineficiente” do governo Bolsonaro em relação à estratégia brasileira de vacinação da população contra a covid-19 provocou reação de 11 ex-ministros da Saúde em favor da vacina. No manifesto “Vacina para todos Já”, publicado nesta quarta-feira (9), eles dizem que o país precisa de um plano “sólido” e “abrangente”, que garanta vacinação para toda a população.

Assinam o texto, publicado no jornal Folha de S.Paulo, Alexandre Padilha, Arthur Chioro, Barjas Negri, Humberto Costa, José Agenor Álvares da Silva, José Gomes Temporão, José Serra, José Saraiva Felipe, Luiz Henrique Mandetta, Marcelo Castro e Nelson Teich.

“O país necessita de um plano sólido, abrangente, que contemple todas as vacinas que consigam registro na Anvisa, sem qualquer tipo de discriminação. E que permita, ao longo do ano de 2021, garantir a vacinação para toda a população brasileira, prevenindo o surgimento de doença grave e suas consequências, reduzindo substancialmente a atual pressão sobre nosso sistema de saúde e garantindo o pleno retorno às atividades econômicas e sociais”, dizem os ex-ministros em favor da vacina contra a Covid-19.

No documento, os ministros enaltecem o histórico do desenvolvimento e produção de vacinas do país, com destaque para os institutos Butantan e Bio-Manguinhos (Fiocruz). Destacam a abrangência do SUS e a cooperação entre as três esferas de governo, que permitem que o Brasil tenha “um dos melhores e mais abrangentes programas de imunizações do mundo”.

Porém, “infelizmente”, segundo os ex-ministros, “todo esse acúmulo de competências está sendo colocado em risco pela desastrada e ineficiente condução do Ministério da Saúde em relação à estratégia brasileira de vacinação da população contra a Covid-19“.


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