Alerta vermelho

Segunda onda da covid-19: EUA e Europa em alerta vermelho

Estados Unidos registram recordes diários de novos casos. Países da Europa já preparam novos lockdowns e toques de recolher. Retomada do contágio coincide com a volta do frio no norte

US Army
Números preocupam e diferentes cidades e estados americanos começam a considerar medidas de isolamento mais intensivas, como o lockdown

São Paulo – O hemisfério norte vive a ascensão de uma forte segunda onda de contágios e mortes por covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus. Os Estados Unidos registraram hoje (23) recorde de novos casos desde o início da pandemia: 77.600 mil. Em relação aos mortos, foram 1.100. Em razão destes números, diferentes cidades e estados começam a considerar medidas de isolamento mais intensivas, como o lockdown. A retomada da curva de contagio coincide com a volta do frio nos países do norte.

A Europa vive situação similar, onde algumas regiões registram números de novos casos superiores aos da primeira onda. Ao mesmo tempo, os óbitos diários começam a chegar a patamares elevados.

Espanha, França, Portugal, Alemanha, Itália, Holanda e República Tcheca estão entre os países que decretaram estado de emergência e adotaram toque de recolher nas grandes cidades. Já o Reino Unido iniciou lockdown nos centros urbanos na quarta-feira (21).

Em números globais, a terça-feira (20) foi o dia com maior número de casos: mais de 460 mil em 24 horas. O total de infectados pelo coronavírus no planeta já passa de 42 milhões e o de mortos, de 1,14 milhão.

No Brasil

A situação no Brasil é diferente. Uma vez que o presidente Jair Bolsonaro minimizou a mortalidade da doença e desprezou a ciência, o país nunca chegou a decretar regras rígidas de distanciamento e isolamento social. Por essa razão, segundo epidemiologistas, o Brasil ainda nem sequer saiu da primeira onda da pandemia de covid-19. Por conta mesmo das aglomerações e do relaxamento das medidas básicas de cuidado pessoal, porém, já há a expectativa da retomada da pandemia em território nacional, depois de cerca de 13 semanas de redução do número diário de mortos pela infecção.

O Brasil registra oficialmente 5.352.935 infectados e 156.469 mortos, já contabilizados que, nas últimas 24 horas, foram 29.305 novos casos e mais 569 mortos, segundo boletim do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

O Brasil é o segundo do mundo com mais mortos e terceiro com mais casos. Também é o país que mais tempo ficou no topo de óbitos diários registrados. E isso, mesmo sendo um dos países que menos testa no mundo e apesar da ampla subnotificação, reconhecida pelas autoridades sanitárias até do próprio governo.