Realidade

Pandemia não cede e Brasil registra mais 754 mortes por covid-19 em 24 horas

Conass aponta ainda 30.914 novos casos confirmados de covid no Brasil em boletim desta sexta. Mortalidade por 100 mil habitantes é maior que nos Estados Unidos

Caius Lucilius - HC/Unicamp

São Paulo – O Brasil registrou mais 754 mortes e teve a confirmação de 30.914 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, segundo boletim desta sexta-feira (16) do Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass). Com os novos números , o total oficial de infectados desde o início da pandemia, em março, sobe para 5.200.300 e o de óbitos, a 153.214. O Conass não divulga o número de pessoas recuperadas.

O Brasil é o terceiro país do mundo em número de infecções, atrás apenas dos Estados Unidos, que também hoje ultrapassaram os 8 milhões de casos, e da Índia, com 7,37 milhões. No entanto, é o segundo em número de mortes causadas por covid-19, depois dos EUA, que somam cerca de 218 mil óbitos.

Números irreais

Autoridades sanitárias nacionais e internacionais alertam que a realidade de casos e mortes pela pandemia no Brasil é desconhecida e certamente maior que os anúncios oficiais. Isso porque o país mantém uma estrutura de enfrentamento ao coronavírus que favorece a subnotificação das ocorrências. Além disso, pratica sistematicamente a falta de testagem em larga escala da população – por volta de 9% dos brasileiros já passaram por algum teste para detectar a doença.

Segundo a Universida Johns Hopskins, referência mundial em informações sobre a covid, já são 39,170 milhões pessoas contagiadas pelo novo coronavírus no mundo. Ao mesmo tempo, o número de mortes em decorrência da doença passa de 1,1 milhão de pessoas.

Mortalidade alta

No Brasil, a covid tem taxa de mortalidade por grupo de 100 mil habitantes de 72,9, ainda segundo a Johns Hopkins. É o quarto país do planeta em proporção de mortes, ficando atrás de Peru (104,96 por 100 mil habitantes), Bélgica (90,41) e Bolívia (74,05). Está à frente dos EUA (66,54) e do Reino Unido (65,25), a nação europeia com mais óbitos em números absolutos.

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