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Brasil se aproxima de 150 mil mortos e 5 milhões de infectados pela covid-19

Nas últimas 24 horas, foram 819 mortos pela covid-19. Já são 147.494 vítimas. Número de novos casos teve forte alta, de 41.906, totalizando 4.969.141

Legado Lima 2019
Covid-19 segue com alta letalidade em todo o mundo. Hoje, os Estados Unidos superaram as 400 mil mortes

São Paulo – O Brasil registrou hoje (6) 819 mortos por covid-19 nas últimas 24 horas. A doença provocada pelo novo coronavírus já deixa, oficialmente, 147.494 vítimas. Em número de casos o acréscimo foi de 41.906, totalizando 4.969.141infectados desde o início da pandemia no país, em março. Os números são fornecidos pelo Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass).

O número de novos casos registrado mostraram elevação fora do padrão das últimas semanas, de cerca de 30 mil notificações por dia. Os números ainda não representam a realidade, já que são grandes as evidências de subnotificação no país. Menos de 9% dos brasileiros já passaram por algum tipo de teste para a covid-19.

Cenário global

A covid-19 já deixa mais de 1,04 milhão de mortos no mundo, de acordo com a Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos. Trata-se da maior crise sanitária em mais de 100 anos, após a Gripe Espanhola de 1918. Embora o cenário no Brasil seja especialmente trágico, muito por conta da má administração do governo federal, outros países também apresentam subnotificação expressiva.

A realização insuficiente de testes no mundo levou a OMS a declarar hoje, em entrevista coletiva, que 10% da humanidade já teve contato com o vírus. Caso o número esteja correto, o percentual representa 780 milhões de pessoas que podem ter sido contaminadas. Muitos nem sequer apresentam sintomas, mas contribuem para espalhar o vírus e aumentar o número de vítimas. Segundo a Johns Hopkins, o total oficial de infectados pelo novo coronavírus, hoje, é de 35,6 milhões.

“Nossas melhores estimativas atuais nos dizem que cerca de 10% da população global podem ter sido infectadas por esse vírus. Varia dependendo do país, varia de urbano a rural, varia dependendo de grupos. Mas o que isso significa é que a vasta maioria do mundo continua em risco”, disse o diretor-executivo da OMS, Michael Ryan.

Embora o número possa sugerir que a imunidade humana pode ser superior ao que se imaginava, a ampla disseminação pode ainda provocar novas ondas de contágio e mortes. “Estamos entrando em um período difícil. A doença continua a se espalhar “, completou Ryan. Nos últimos dias, alguns países da Europa vêm relatando aumento expressivo de novos casos, uma “segunda onda”, como chamam os cientistas.


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