Persistente

Sozinho, Brasil soma 142 mil mortos por covid-19. Vítimas em todo o mundo são 1 milhão

Número de novos casos no mundo passa por nova onda de expansão e países da Europa já anunciam que podem voltar a decretar medidas de distanciamento social

Gibran Mendes/CUT Paraná
Ao contrário de todos os outros países do mundo civilizado, a curva de casos e mortos no Brasil é persistente. País não adotou medidas de isolamento de forma adequada

São Paulo – O Brasil tem 142.058 mortos pela covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. Nas últimas 24 horas foram 317 novas vítimas, de acordo com o Ministério da Saúde. O número de casos teve acréscimo de 13.155 doentes, somando 4.745.464 desde o início do susto no país, em março.

Desde o dia 16 de maio a RBA divulga o balanço da covid-19 no Brasil a partir de dados do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass). Entretanto, até o fechamento desta reportagem, o órgão não tinha fornecido os números desta segunda-feira (28) como de costume, às 18h.

Os dados utilizados pelo Conass garantem maior confiabilidade já que, em maio, por ordem do presidente, Jair Bolsonaro, o Ministério da Saúde pasou a dificultar acesso aos números completos da doença. Após intensa repercussão negativa, a pasta voltou a divulgar o balanço.

1 milhão de mortos

A covid-19 é a pandemia mais séria da humanidade em cerca de 100 anos. Em sua breve história, o novo coronavírus já fez 33.156.882 infectados e 998.696 mortos. Isso, sem contar a subnotificação que é realidade em muitos países. O Brasil, especialmente, é um dos membros da comunidade internacional a registrar menor taxa de testagem, menos de 9% de sua população.

O número de mortos segue crescendo em todo o mundo, de forma mais moderada do que no início. Já o número de casos passa por uma nova onda de expansão, sobretudo na Europa. Países como Inglaterra, Espanha, França e Reino Unido voltaram a ver a covid-19 sair de controle e começam a adotar, novamente, medidas de isolamento social.

Enquanto isso, no Brasil, o cenário é ímpar. O país não adotou medidas de isolamento social, apenas brandas formas de distanciamento, que foram rapidamente suspensas. O país é um dos únicos a contar com um presidente que rejeita a ciência e, desde o começo da pandemia, minimiza e ridiculariza a letalidade da covid-19

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Como resultado, é difícil falar em “segunda onda” no Brasil, já que o país não consegue deixar a primeira. Ao contrário de todos os outros países do mundo, a curva de casos e mortos no Brasil é persistente. Durante mais de 12 semanas o país figurou como epicentro planetário da covid-19, sendo a nação que ocupou a posição por mais tempo desde o início do surto, no ano passado.

Já em números gerais, o Brasil é o segundo em número de mortos, atrás apenas dos Estados Unidos. Em relação ao total de infectados, Estados Unidos e Índia estão na frente.