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São Paulo vai para a fase amarela da abertura. Saiba como vai funcionar

Governo Doria afrouxou ainda mais os protocolos de segurança e academias esportivas vão poder abrir as portas a partir de segunda-feira (6)

Secom/GovSP
Governo Doria antecipou a abertura de alguns setores, cedendo à pressão dos empresários

São Paulo – O governador paulista, João Doria, e o prefeito da capital, Bruno Covas, ambos do PSDB, oficializaram hoje (3) o avanço da cidade para a fase 3-amarela do Plano São Paulo, na próxima segunda-feira (6). Doria afrouxou ainda mais as regras de abertura do comércio: além de restaurantes, bares e salões de beleza, academias esportivas também vão poder reabrir.

Se a cidade, pelo menos, permanecer na fase amarela até o fim do mês, estabelecimentos culturais também vão poder abrir – não será preciso esperar até a fase 4-verde. Além da capital, as sub-regiões sudeste e sudoeste da Grande São Paulo também passam para a fase 3.

As academias também estavam previstas para começar a abrir apenas na fase 4-verde do plano. Mas o governo Doria cedeu à pressão dos empresários do setor e autorizou a abertura com 30% da capacidade, por seis horas diárias, descaracterizando mais uma vez as regras estabelecidas no final de maio. Para frequentar as academias, será preciso agendar o horário. Apenas atividades individuais serão autorizadas. Os usuários deverão usar máscara em todos os ambientes, os equipamentos devem ser limpos três vezes ao dia – e não a cada uso, como indicado anteriormente – e não será permitido o uso dos vestiários.

Cinemas e teatros

Também antecipada, a abertura dos espaços culturais – museus, centros culturais, bibliotecas, cinemas, teatros e espetáculos – vai se dar se houver manutenção da fase 3-amarela na cidade por quatro semanas seguidas. No caso, como a capital está há uma semana nesta etapa, esses estabelecimentos vão poder abrir no dia 27. O uso de máscara será obrigatório em todos os ambientes e não será permitido consumir alimentos ou bebidas no local. A venda de ingressos deverá ser exclusivamente pela internet.

Os espaços culturais terão de funcionar com, no máximo, 40% da capacidade, por até seis horas diárias. Museus e locais de visitação terão trilhas pré-definidas e demarcadas no chão. Nos teatros, cinemas e casas de espetáculo, o público só poderá assistir aos eventos sentado, com garantia de distanciamento entre os assentos. Espetáculos em que as pessoas ficam em pé, como shows musicais, só serão autorizados na fase 4-verde.

Os bares e restaurantes já estavam previstos para abrir na fase 3-amarela. Esses estabelecimentos vão poder ocupar até 40% da capacidade, durante seis horas por dia, mas só podem ficar abertos até as 17h. O uso de máscara será obrigatório em todos os ambientes, mas os restaurantes e bares podem oferecer mesas para consumo local se houver ambientes abertos ou com ampla ventilação, mantendo distanciamento entre os assentos. O governo Doria pediu, no entanto, que não sejam feitos happy hours, apenas o consumo de alimentos por necessidade.

Os salões de beleza também estavam previstos para reabrir na segunda-feira e vão poder funcionar com 40% da capacidade, funcionamento por seis horas e uso de máscara em todos os espaços. Os demais setores que já estavam abertos, como shoppings, escritórios e outros comércios e serviços, vão poder passar a abrir por seis horas diárias, com até 40% da capacidade. Além disso, em cidades que estão na fase 2-laranja, os shoppings e comércio em geral, vão poder optar por abrir durante quatro horas todos os dias ou seis horas por quatro dias da semana.

Apesar do afrouxamento das regras de abertura, o governo mantém o pedido de que pessoas com mais de 60 anos e que sofram de doenças crônicas evitem sair de casa. Além disso, o uso de máscara segue sendo obrigatório, com multa de R$ 524 para pessoas que não a utilizem e de R$ 5 mil para estabelecimentos que permitam a entrada sem máscara.

Evolução da pandemia

Pela primeira vez, o estado fecha a semana com registro de queda em todos os parâmetros de análise da evolução da pandemia, segundo os critérios utilizados pelo governo Doria. Houve menos 5% de novos casos de covid-19 em relação à semana anterior. No caso das mortes, o recuo foi ainda maior: -17%. As novas internações também foram em menor percentual no mesmo período: -3%. Das 22 regiões de saúde do estado, 14 registraram redução nos novos casos ante a semana anterior. Além disso, 10 regiões tiveram redução nas mortes no mesmo período.

As situações mais graves estão nas regiões de Ribeirão Preto, que tem 86,4% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ocupados, e Campinas, que tem 80% de ocupação dos leitos de UTI. Com isso, a região de Campinas passou para a fase 1-vermelha do Plano São Paulo, devendo funcionar apenas os serviços essenciais. Além disso, houve um grave aumento nas mortes nas regiões de Registro (400%) e Presidente Prudente (225%), que já estavam na fase 1-vermelha. O estado tem 10 regiões na fase de restrição máxima.

A capital paulista registrou nova redução no número de novos casos de covid-19 (-6%), porém menor que a da semana anterior (-14%). Já a ocupação de leitos de UTI ficou estável, em 67%. A sub-região Sudeste, que compreende o ABCa – Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra – e a sub-região Sudoeste, formada pelas cidades de Cotia, Embu, Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Juquitiba, São Lourenço da Serra, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista, também registraram redução nos novos casos e na ocupação de UTI.