tragédia diária

Com mais 1.212 mortos, Brasil fecha o mês que passou como epicentro da covid-19

Enquanto 11 países da América do Sul somam pouco mais de 45 mil mortos, o Brasil passa de 92 mil óbitos causados pela covid-19

Mário Oliveira/Prefeitura de Manaus
Mesmo com números da covid-19 em crescimento, governo federal insiste em ignorar e desdenhar da doença

São Paulo – O Brasil encerra a semana útil e o mês com alta nos casos de covid-19. Nesta sexta-feira (31), foram registrados mais 1.212 mortos e 52.383 casos. Desde o início do surto, em março, 92.475 brasileiros já morreram e 2.662.485 foram infectados pelo novo coronavírus, de acordo com o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass).

A curva epidemiológica da covid-19 segue em crescimento, com a pandemia descontrolada no Brasil. Isso, sem contar com a ampla subnotificação. O país é um dos que menos realiza testes. Com o vírus seguindo trajetória cada vez mais para o interior, os casos não notificados tendem a ser ainda mais numerosos, devido à falta geral de recursos nas regiões afastadas dos grandes centros.

Brasil e o mundo

No cenário global, o Brasil segue epicentro da pandemia, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), posto que já ocupa há mais de um mês. É o segundo mais atingido pelo vírus, atrás apenas dos Estados Unidos. Entretanto, os norte-americanos realizam muito mais testes.

No continente, o país segue como o caso mais problemático. Enquanto 11 países que compõem a América do Sul somam pouco mais de 45 mil mortos, o Brasil tem mais que o dobro. A Argentina, por exemplo, tem 185.373 casos confirmados e 3.466 óbitos. O país está em quarentena pesada desde 20 de março. Hoje, o presidente Alberto Fernández estendeu o lockdown até 16 de agosto.

Nos estados

No início do surto, governadores e prefeitos adotaram posturas mais comprometidas de proteção e distanciamento social. Entretanto, essa postura durou pouco. Após breve indício de estabilidade nas mortes no período até então mais letal da pandemia, governadores e prefeitos passaram a suspender as medidas protetivas. Como resultado, a pandemia voltou a subir e não dá sinais de regredir.