Poderia ser diferente

Brasil supera 50 mil mortes de covid-19

Total marca os três meses do ingresso da doença no país, desde o primeiro caso registrado na cidade de São Paulo. Entidades criam rede para articular ações

Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Mobilidade na periferia: comunidades estão mais vulneráveis ao coronavírus no país das desigualdades

São Paulo – O Brasil rompeu o patamar de 50 mil mortes de covid-19 na noite deste sábado (20), ao alcançar 50.090 mortes. A informação foi divulgada pelo consórcio de veículos de imprensa, a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde do país.

Esse número foi obtido a partir de 968 mortes registradas em 24 horas. O total de 50 mil mortes marca os três meses do ingresso da doença no país, desde o primeiro registro de morte na cidade de São Paulo. 

O Brasil é o segundo país no mundo em número de mortes do coronavírus e está apenas atrás dos Estados Unidos, segundo as indicações da universidade Johns Hopkins.

Em casos confirmados de covid-19, o consórcio dos veículos de comunicação aponta o total de 1.070.139 casos. O consórcio inclui os veículos G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S. Paulo e UOL. o consórcio recolhe dados dos 26 estados do país, mais o Distrito Federal.

Mobilização das periferias

Com 6.731 óbitos e 105.591 casos confirmados, segundo as informações do governo do estado de São Paulo, a capital tem sido alvo de ações de mobilização da própria sociedade para enfrentar a doença.

Isso é o que tem ocorrido na periferia. As desigualdades sociais no país tem mostrado que os segmentos excluídos da população estão mais vulneráveis ao coronavírus.

Neste sábado (20), lideranças comunitárias de regiões da cidade como Brasilândia, Heliópolis, Paraisópolis, Raposo Tavares, Zona Leste e Jabaquara anunciaram a formação de uma rede para articular ações e reivindicações que são comuns das periferias da Cidade de São Paulo.

As entidades reivindicam para o período de emergência ações como a abertura de hospitais de campanha nas regiões mais populosas; a abertura dos hospitais recém-inaugurados e adquiridos pela Prefeitura como o da Brasilândia e o Menino Jesus, em Ermelino Matarazzo; a testagem em massa para revelar com mais precisão os níveis de contaminação;o fornecimento de alimentação escolar para todos os estudantes da rede pública e não apenas para aqueles de famílias cadastradas na Assistência Social; o fornecimento de cestas básicas com alimentação e materiais de higiene para serem distribuídos para as famílias em situação de maior necessidade; e o pagamento de uma renda básica emergencial complementar para trabalhadores desempregados, trabalhadores informais, da cultura  e beneficiados pelo programa federal, entre outras reivindicações.


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