Vírus por quilo

Teste mostra chances de contaminação pelo coronavírus em restaurante

Experimento feito por TV após contaminação de 700 passageiros de navio atracado no Japão mostra hipóteses da contaminação e por que o mundo ainda não está pronto para viver sem o isolamento social

Reprodução/BBC
O teste revelou ocorrências “invisíveis” em um restaurante a quilo, muito conhecido dos brasileiros

São Paulo – É possível haver contaminação pelo novo coronavírus por meio de comida de restaurante? O Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Ficoruz) lembra que toda proteção individual passa pela higiene das mãos. E que as formas de transmissão habituais são aquelas que levam a secreção da pessoa infectada para as mucosas respiratórias da pessoa suscetível – essencialmente nariz e boca. Mas em um local público, como assegurar que todas as pessoas, ainda que em número reduzido estejam cumprindo corretamente os protocolos?

A lavagem das mãos é tão importante quanto a higiene adequada dos alimentos e de quem vai prepará-lo. Certificar-se desse cuidado é necessário, inclusive, para que utiliza os serviços de entregas.

Mas como ficaria a situação numa eventual flexibilização de isolamento, com autorização de funcionamento de restaurantes, ainda que com restrição de público? Um experimento realizado pela emissora japonesa NHK, e publicado pela BBC Brasil, mostra por que ainda não é hora para isso. O teste revelou ocorrências “invisíveis” em um restaurante a quilo, muito conhecido dos brasileiros.

O trabalho da TV japonesa é parte do documentário Battle on the Cruise Ship (“Batalha no Navio Cruzeiro”, em tradução livre). E explica como o vírus pode ter se espalhado pelo navio Princess Diamond, que atracou no país, e onde mais de 700 pessoas se contaminaram.

Confira no vídeo

A simulação teve o acompanhamento da St. Marianna University ­– uma espécie de PUC, universidade particular católica em Kawasaki, província japonesa de Kanagawa. Consistiu de aplicar uma tinta florescente na mão de um homem, que representava uma pessoa infectada – e que tossiria nas mãos a cada cinco minutos.

Após todos aproveitarem o bufê por meia hora, a luz negra foi ligada. Todos os participantes do teste do restaurante tinham a tinta em suas mãos. Em três deles, havia chegado aos rostos, pelo compartilhamento de acessórios. Estavam dadas as condições para a contaminação pelo coronavírus no restaurante.


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