Curva crescente

Medidas de isolamento têm que ser acompanhadas de proteção social, diz especialista

Pesquisador da Fiocruz alerta que cenário é preocupante, já que os atuais números são reflexo de 15 dias atrás

Ingrid Anne
Nesta quinta-feira (21), o Brasil registrou, pela segunda vez, mais de mil mortes em 24 horas: 1.188 – o maior número até aqui

São Paulo – O Brasil ultrapassou a marca dos 20 mil mortos pela covid-19, nesta quinta-feira (21). Diante da crescente curva de casos, a aplicação do lockdown em alguns lugares se torna urgente, mas é necessário que sejam acompanhadas de ações de proteção social, em especial dos mais vulneráveis economicamente. A avaliação é de Rivaldo Venâncio da Cunha, professor de Medicina da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, ao Jornal Brasil Atual.

“Temos milhões de desempregados e subempregados que não têm condições de ficar em casa. Os países que fizeram o lockdown criaram medidas de proteção social, distribuindo renda e também recursos para pequenas e médias empresas”, explica.

Ainda ontem, o país registrou, pela segunda vez, mais de mil mortes em 24 horas: 1.188 – o maior número até aqui. O especialista acrescenta que o número tende a aumentar, já que o isolamento social caiu nas grandes metrópoles e o inverno se aproxima.

Venâncio, que também é coordenador de Vigilância em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), explica que os números atuais do Brasil são reflexo de cenários pretéritos. “Se olharmos a temporalidade dessas mortes, que são contaminações de 15 dias atrás, e acrescentar com a atual exaustão da rede pública de saúde, isso torna a situação ainda mais grave”, alertou.


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