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Brasil soma mais 1.086 mortos pela covid-19 em 24 horas. Casos passam de 400 mil

Brasil é o segundo país com maior número de infectados, atrás somente dos Estados Unidos. Mesmo com subnotificação, novos casos oficiais no período foram 20.559

Alejandra De Lucca V. / Minsal
São Paulo é o epicentro da pandemia no Brasil. Mesmo assim, governo anunciou plano de reabertura

São Paulo – A pandemia do novo coronavírus provocou mais 1.086 mortes oficialmente registradas nas últimas 24 horas no Brasil, país que tornou-se o atual epicentro da infecção no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), já que o número de mortes diárias supera o de outros polos da doença.

O Brasil é também o segundo país do planeta com maior número de infectados, com 411.821 casos confirmados, atrás somente dos Estados Unidos, que registram 1.730.136 casos. Em terceiro, mas já bastante afastado, a Rússia registra 370.680 doentes.

No período, segundo boletim do Ministério da Saúde desta quarta (27), foram reportados 20.599 novos casos da doença, o que evidencia que a curva epidemiológica no país segue em crescimento. Além disso, a taxa de mortalidade do vírus no Brasil está em 6,2% dos casos, porcentagem superior à média global, que fica entre 2% a 3%. Um dos fatores para tal é a baixa quantidade de testes realizados. A subnotificação é realidade no país.

Epicentro

A região mais afetada do país segue sendo o Sudeste, com 151.376 casos registrados e 7.692 mortos. Já o epicentro local é o estado de São Paulo, que soma 89.483 casos e 6.712 mortos. Na sequência vem o Rio de Janeiro, com 42.398 doentes confirmados e 4.605 mortos.

O estado fluminense, porém, alterou a forma de registro das mortes, um dia depois de o número de óbitos em 24 horas ter sido maior que em São Paulo. Agora, para uma morte ser registrada oficialmente como causada pela covid-19, o atestado de óbito deve afirmar que o vírus foi a causa principal; retirando da conta mortos com comorbidades e outras complicações.

Mesmo com a situação desfavorável de São Paulo, o governo estadual, capitaneado por João Doria (PSDB), anunciou no início da tarde um programa de reabertura gradual dos serviços. A ação preocupa a comunidade médica e especialistas em epidemiologia. Um dos primeiros lugares que passarão pela abertura é o interior do estado. Mesmo tendo o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmado que as cidades interioranas serão os novos focos da doença.

Após o Sudeste, a região mais afetada é o Nordeste. São 141.706 infectados e 7.692 mortos. Em seguida vem o Norte, com 86.978 doentes e 5.036 mortos; o Sul, com 18.132 casos e 497 mortos; e o Centro-Oeste, com 13.629 infectados e 305 mortos.