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Com mais 105 mortes em 24 horas, Brasil chega a 1.328 vítimas da covid-19

Número de casos cresceu 6% em relação ao período anterior. Foram 1.261 novos doentes registrados, levando o total a 23.430

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Profissionais de enfermagem são vítimas dos descaso dos governos e atuam na pandemia sem os EPI adequados, aponta Cofen

São Paulo – O Brasil contabiliza 1.328 mortos da covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, segundo atualização divulgada nesta segunda-feira (13). A pandemia segue em crescimento no país, e deixou 105 mortos nas últimas 24 horas. O número total de casos registrado é de 23.430, avanço de 6% em um dia, ou 1.261 doentes. A letalidade da doença está em 5,7%. As informações foram dadas pelo Ministério da Saúde.

No fim de semana, tanto no sábado como no domingo, o número oficial de mortes ficou abaixo de 100 a cada dia. Mas a subnotificação é uma realidade, segundo admite o próprio ministério. O baixo número de testes, feitos apenas em casos mais graves, mortos e parte dos profissionais de saúde, faz com que a estimativa seja de que o número de contaminados seja, ao menos, 10 vezes maior.

São Paulo segue como o estado mais afetado pelo novo coronavírus, com 8.895 casos confirmados da doença e 608 mortos . O prefeito da capital, Bruno Covas (PSDB), disse hoje que 56% dos leitos de UTI destinados ao tratamento da covid-19 estão ocupados. Já as enfermarias estão com 60% dos leitos da mesma forma. A maior cidade do Brasil já registra casos de infecção pelo coronavírus também na periferia. Inicialmente concentrada em bairros mais ricos, a doença já está em todo o município.

Na sequência vem o Rio de Janeiro, com 3.231 infectados e 188 mortos. Depois,o Ceará, com 1.800 casos e 91 mortes; Amazonas, com 1.275 casos e 71 mortes; Pernambuco, com 1.154 casos e 102 mortes; Minas Gerais, 815 e 23, respectivamente.

Entre os cenários mais preocupantes no Brasil estão as cidades de Manaus, Macapá e Fortaleza. As autoridades locais alertam que, nos próximos dias, os sistemas de saúde dessas capitais devem entrar em colapso pela falta de leitos e equipamentos. “Manaus está naquele ponto próximo da linha de capacidade de atendimento. Estão indo profissionais da força nacional do SUS pra lá”, disse o secretário-executivo do ministério, João Gabbardo.

O isolamento social segue como medida mais eficaz para reduzir os danos provocados pela pandemia. Além de reduzir o contágio, as quarentenas diminuem a ocupação do sistema de saúde – público e privado – o que libera espaço para o atendimento de outras causas de hospitalizações. Por exemplo, em todo o país, acidentes de carro caíram 28% entre março e abril, redução de 7% na mortes com essa causa.