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Vacina contra meningite meningocócica é oferecida pelo SUS desde o governo Lula

Mesmo diante da morte de seu neto, ex-presidente é vítima de 'fake news' sobre inclusão da vacina no calendário nacional. Medida, no entanto, não impediu que população continuasse tendo acesso à imunização
Publicado por Redação RBA
10:18
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Arquivo EBC
Vacina meningite

Ex-presidente vetou inclusão justamente por vacina já estar incorporada ao calendário nacional de imunização

São Paulo – É fake news a informação de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou, em dezembro de 2010, a inclusão de cinco vacinas no calendário nacional, entre elas, a meningite meningocócica que vitimou seu neto Arthur Lula da Silva, de 7 anos, na sexta-feira (1º).

A notícia falsa, intensamente compartilhada após a morte do neto de Lula, foi repudiada pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). Em nota, a entidade explicou que o veto à inclusão no calendário nacional, usado como base para atacar o ex-presidente, ocorreu devido ao fato de a vacina já estar incorporada na rede pública de imunização durante o governo Lula. O veto, portanto, não impediu que a vacina continuasse a estar disponível para a população.

“A medida (de incorporar a vacina) já havia sido tomada com base em critérios de custo-efetividade”, confirmou a nota da Abrasco. Em entrevista à Rádio Brasil Atual, a professora de Epidemiologia Glória Teixeira, do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA),ressaltou o posicionamento da entidade. “Quando Lula vetou essa inclusão, a vacina contra a meningite já estava no calendário e assim continua”. 

“É uma fake news e isso diante de uma situação tão dolorosa, como é o falecimento de uma criança”, lamenta a professora, criticando também que o compartilhamento de notícias semelhanças levam ainda a um entendimento equivocado do Sistema Único de Saúde (SUS), que já sofre com a falta de investimentos da atual gestão de Jair Bolsonaro (PSL) em decorrência da Emenda Constitucional (EC) 95, do Teto de Gastos. “Nós, SUS, compramos e distribuímos as vacinas. Então é importante que a população continue indo aos postos de saúde levando as crianças e não faltem nos dias das campanhas nacionais”, afirma Glória.

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Ouça a entrevista na Rádio Brasil Atual