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Mobilização em São Paulo

Moradores de Heliópolis cobram abertura de unidade de saúde pública

Segundo os manifestantes, há três anos prefeitura desembolsa R$ 40 mil para arcar com o aluguel de um prédio para reabrigar uma AMA, mesmo sem previsão de funcionamento para o local
Publicado por Redação RBA
12:41
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TVT/Reprodução
Moradores Heliópolis saúde

Projeto acordado com município visa transferência da AMA para a estruturação de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA)

São Paulo – Os conselheiros de saúde e moradores de Heliópolis, bairro da zona sul, região periférica da cidade de São Paulo, saíram em caminhada na sexta-feira (3) para reivindicar a abertura imediata da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Sacomã. Desde novembro de 2015, a prefeitura aluga um espaço na Estrada das Lágrimas para atender a demanda de saúde da população local, mas até o momento não há previsão de funcionamento. Segundo os manifestantes, o município gasta R$ 40 mil com o aluguel.

A conselheira municipal de saúde Lídia Tavares afirmou ao repórter Leandro Chaves, do Seu Jornal, da TVT, que o projeto acordado com a prefeitura tinha em vista transferir a atual unidade de Assistência Médica Ambulatorial (AMA), localizada no Sacomã, para o galpão alugado na Estrada das Lágrimas, deixando vago o antigo endereço para a implantação de uma UPA. “Vai ser uma unidade de pronto atendimento, que atenderá as emergências e as pequenas internações”, explica Lídia. “É um equipamento que a gente precisa para a nossa comunidade, mas a gente não tem até hoje.”

Sem previsão de entrega da unidade de saúde, os moradores denunciam os gastos que estão sendo feitos como aluguel, sem nenhum retorno para a população. “Já três anos pagando o aluguel de 40 mil reais e um prédio fechado sem produtividade nenhuma”, critica a técnica em enfermagem Bernadete Caires. A falta de um atendimento municipal obriga os moradores a recorrer a hospitais que ficam a quilômetros do bairro.

“A população coloca os governantes que estão lá, então eles estão a nosso serviço e não ao contrário”, afirma a conselheira municipal. “A gente quer que o dinheiro público seja empenhado em políticas públicas para a população.”

Assista à íntegra da reportagem: