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Psicanálise a céu aberto: ação coletiva faz bem pra cabeça em tempos de golpe

Grupo de psicanalistas que atende gratuitamente na Praça Roosevelt, em São Paulo, ouve os sofrimentos engendrados pelo aprofundamento do neoliberalismo
Publicado por Isaías Dalle, para a FPA
12:16
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No intervalo para a entrevista, grupo ouve um paciente

FPA – Faz um ano que um grupo de psicanalistas deu início à “Clínica Aberta de Psicanálise”, projeto de atendimento gratuito, na rua, na capital paulista. A principal motivação da iniciativa foi o golpe desferido contra a presidenta Dilma e a democracia, um ano antes.

Não foi por acaso que criamos esse grupo dentro do calendário do golpe”, explica Thiago Oliveira, um dos integrantes do coletivo, intitulado Psicanálise na Praça Roosevelt. “Há os avanços neoliberais e o golpe institucionaliza isso. E a psicanálise, como em outros momentos, vai para os espaços públicos para ouvir os sofrimentos que são engendrados a partir do aprofundamento do neoliberalismo”, diz ele.

O grupo atende todos que chegarem, entre onze da manhã e duas da tarde, aos sábados. A Roosevelt fica no centro da cidade. Há outro grupo que faz o mesmo trabalho, na Casa do Povo, localizada no Bom Retiro. Ambos estão completando um ano neste mês de julho. Os pacientes se aproximam, inscrevem seus nomes numa lista de espera e depois são atendidos. Muitos deles retornam e dão início a um processo de análise continuado.

O consultório é composto por duas cadeiras de praia. Na praça Roosevelt, onde formos recebidos, o cenário é cercado de muito verde, a céu aberto, e sonorizado pelas manobras dos skatistas e pelo vozerio de quem passa.

Os cinco psicanalistas ouvidos garantem: estar na rua, numa ação coletiva, faz bem para a cabeça e para o espírito. E renova as energias para resistir aos retrocessos e lutar por tempos melhores.

Acompanhe trechos da conversa que tivemos com Thiago Oliveira, João Pentagna, Rachel Poli, Juliana Tambelli, Maria Rita Kehl e Ana Carolina Perrela (na foto, da direita para a esquerda). E conheça mais sobre a atuação desse coletivo no perfil Psicanálise na Praça Roosevelt, no facebook.

O Thiago me contava que vocês se reuniram para debater a criação desse espaço dentro do calendário do golpe, e que não foi por acaso.

Thiago: Não, não foi por acaso. Há os avanços neoliberais e o golpe institucionaliza esses avanços. E a psicanálise, como em outros momentos, foi para os espaços públicos para ouvir os sofrimentos que são engendrados a partir desses avanços. Depois da Primeira Guerra Mundial, por exemplo, depois da Segunda Guerra Mundial. Aqui no Brasil, no Rio de Janeiro, no momento da ditadura, teve a clínica pública de psicanálise Ana Katrin Kemper, fundada pela Ana e pelo Hélio Pellegrino.

E as angústias que as pessoas trazem até aqui, uma parte, ou a maior parte, têm relação com essa conjuntura?

Thiago: Necessariamente. Sempre tem. Acho que não dá para falar de angústia sem pensar na conjuntura, porque ela se organiza num tempo histórico, específico.

Juliana: Nem sempre as pessoas trazem isso de uma forma consciente.

Maria Rita: Eu fiquei meio decepcionada, porque as questões que as pessoas trazem são as mesmas da clínica particular. ‘Ai meu namorado, ai eu sou ciumenta’, e olha que não sou eu que fico puxando para esse lado…

Thiago: Como no consultório, pessoas vêm aqui por diversos motivos. Um deles é pela construção imaginária que elas fazem de um alinhamento político, ideológico, então eu já atendi militantes, por exemplo, muito angustiados com a situação, enfim, mas isso pode chegar no consultório dessa mesma maneira…

Juliana: Mas aqui, como a gente atende um grande volume de gente, eu já atendi muitas questões de homofobia, racismo, e eu acho que elas revelam questões sociais marcantes.

Maria Rita: Homofobia é uma das coisas que eu mais atendo.

Juliana: Outra coisa que aparece muito é que São Paulo é uma cidade muito solitária…

Thiago: Mas talvez o avanço do discurso neoliberal, esses discursos fascistas, assim, fiquem menos temerosos de se apresentar.

Menos constrangidos.

Thiago: É. E diante desse menor constrangimento e da maior circulação, ele começa a produzir aquilo que a Ju bem colocou, as situações de homofobia, de discriminação social, de racismo…

Maria Rita: Isso sem dúvida, sem dúvida.

Thiago: De machismo. E isso se apresenta, muito provavelmente, não sei se provavelmente, mas certamente o avanço de um discurso reacionário reacende essas discussões porque começam a aparecer no espaço público os comportamentos correspondentes a esse discurso.

Então aquilo que ficava restrito à esfera privada começa a se manifestar com mais desenvoltura em público, é isso?

Maria Rita: Acompanhando isso que vocês estão dizendo, eu acho que essa análise é muito boa, que articula muitas coisas. Mas eu também fico pensando se, numa época de desencanto político (…) como o Brasil foi psicopatiado* por esse golpe (…). Agora tem uma quadrilha, uma quadrilha no poder, o MDB como partido, é uma quadrilha, um partido que foi tão importante… Então, esse Congresso nunca vai votar nada contra o que esse presidente está fazendo, mesmo que um impeachment fosse a voto, não passaria (…) O Lula preso. Quer dizer, é tudo tão desigual, tão obviamente injusto, é tudo tão obviamente um golpe em nome dos interesses de um grupo, que eu tenho a impressão que o desencanto diante disso… Na ditadura (…) pelo menos era óbvio que era uma ditadura. A gente sabia um pouco com quem a gente tava lidando.

E acho que hoje a maioria, senão todos, estão notando claramente a seletividade da Justiça, as pessoas dão risada quando, por exemplo, o Jornal Nacional enuncia que a queda da atividade econômica é culpa da greve dos caminhoneiros… Então, as pessoas estão percebendo como nunca, mas não há um movimento de contestação organizado. Isso não é mais frustrante?

Maria Rita: A questão é que o partido que organizaria uma coisa dessa está preso. Eu tenho impressão, e isso nenhum jornal vai publicar, que, desde a República Velha, alguém só consegue governar graças à corrupção. No Brasil e talvez nas democracias burguesas (…) afinal é uma democracia mas quem governa é a burguesia para si mesma. E aqui chegou ao seu paroxismo, a burguesia, que é uma burguesia atrasada inclusive, porque é agronegócio, não é uma burguesia progressista, uma burguesia que expulsa camponês de terra, que concentra renda, que não emprega ninguém, e ainda tem uma coisa assim ‘graças a eles que a economia brasileira vai bem’. Destroem todo o resto e depois…

O agro é pop.

Maria Rita: É, o agro é pop (risos). A impressão que dá é que a população primeiro não se organiza porque não sabe muito bem em nome de quê. Saber que era contra a ditadura pelo menos era mais fácil.

Thiago: Mas eu acho que é difícil também, a gente vive uma batalha de informação e desinformação, né? O monopólio do discurso, que passa por supostos analistas e textos enormes nas redes sociais, que acabam não só polarizando, mas desarticulando as possibilidades de se organizar.

Juliana: Existe um problema velado, a gente não sabe com que está lidando.

Thiago: E luta-se contra a corrupção, que é um ente abstrato que organizou todas as ditaduras de extrema-direita na Europa, por exemplo. Eu acho que é um processo de distanciamento que se estabelece. Fica muito difícil se organizar.

E como que vocês imaginam, nesses debates que vocês fazem entre vocês, e mesmo nessa troca que vocês têm com os pacientes, uma forma de se opor a essa situação que acabam de retratar aqui?

Thiago: Isso que a gente faz é de alguma maneira uma resposta a esses movimentos. Enquanto analistas, a gente conversa sobre a conjuntura, faz esse trabalho aqui, mas que não se encerra por aqui. Eu acho que é uma coisa que acontece o tempo todo, o dia inteiro, a maneira como você se relaciona com o mundo. Certamente o que a gente faz aqui é uma possibilidade de fazer frente ao que está acontecendo.

Maria Rita: Pra nós, né. A gente sente que está fazendo alguma coisa. Não derruba governo, mas é alguma coisa.

Juliana: Tivemos uma experiência importante em Belo Monte. O que ficou da experiência é que existe uma tragédia comum, que atravessa o sofrimento de todo o sujeito que está ali. Pra cada um de uma forma particular. Mas a conscientização de como o sofrimento de cada um tem a ver com a tragédia coletiva, faz com que o sujeito se conscientize do seu sofrimento e do que é coletivo. A tragédia da história.

A pessoa tende a achar que é um problema pessoal, particular, não está conjugado com a tragédia coletiva?

Juliana: E é social.

E esse contato que a pessoa tem com a análise ajuda nesse despertar. É isso?

Maria Rita: Não sei, no Xingu pode ter sido diferente. Mas aqui, as pessoas vêm por motivos diferentes. Seria até um pouco inapropriado do ponto de vista de uma análise tentar demonstrar ao paciente que, por exemplo, está sem emprego, que esta é uma situação coletiva.

Ana Carolina: É diferente nesse sentido. Em Belo Monte, as pessoas foram com um projeto tal, com um tempo específico, certo, e que já chega se apresentando como coletivo.

Juliana: É que lá tinha uma questão muito coletiva, né. O nosso trabalho era como se aproximar de uma narrativa singular.

Maria Rita: Esse foi o meu trabalho no MST.

Qual era o contexto em que vocês estavam lá em Belo Monte? Vocês atenderam qual comunidade?

Ana Carolina: A gente atendeu os ribeirinhos, mas não só. A gente atendeu também a população urbana, que também foi impactada pela obra da usina. Havia muitas pessoas que moravam em casas de palafita e também foram impactadas.

Pra vocês, se a terminologia estiver errada eu peço que vocês me corrijam, como militantes da própria psicanálise e como militantes políticos, este fazer aqui na Praça ajuda a renovar a energia, bota pilha na disposição pra lutar?

Thiago: Acho que a gente pode começar a pensar no termo “militantes da psicanálise”. É difícil dizer que não somos militantes, mas também é difícil se colar nesse lugar, assim. O que agencia a militância, dentro de um serviço de psicanálise. Pode ser atrogênico** você apostar, se localizar nesse lugar, assim.

Juliana: Mas com certeza é um desejo político que une a gente. O que faz a gente vir sábado, se reunir toda a terça, é um desejo político.

Thiago: Sim, é um desejo político necessariamente, o que eu não sei é se a articulação ético-política produz militantes. Eu não sei se isso que a gente está fazendo é uma militância pela psicanálise.

Juliana: É, acho que não.

Thiago: Acho que essa articulação que a Ju coloca é fundamental, a articulação ético-política do nosso desejo frente ao avanço neoliberal que se institucionaliza com o golpe. A gente se reúne e está aqui. Se isso é militância, bom, depende de que militância você está falando. O que você chama de militância?

Por exemplo, essa oposição ao avanço neoliberal, e agora no Brasil institucionalizado e aprofundado pelo golpe. Isso que vocês estão fazendo é uma resistência, não?

Maria Rita: Resistência é interessante. Mas é diferente de militância. Está claro: é totalmente na contramão do neoliberalismo. Então tem uma resistência aí. Está na contramão da concentração de direitos comuns como privilégio de poucos. Agora, isso não afeta em nada, porque pra mim militância sempre tenta afetar o equilíbrio do poder político, e aqui não afeta em nada.

Juliana: Senão já teríamos sido desalojados (risos).

Maria Rita: Esse prefeito coxinha, por exemplo, num sábado, ele poderia achar bacana, ele poderia vir aqui e dizer ‘eu estou aqui com vocês’. A gente não está ameaçando em nada.

Juliana: Já fomos incomodados pela associação de moradores, que não gostou que a gente estava aqui…

Maria Rita: Mas aí é diferente…

Thiago: É importante poder dizer que quando falamos em resistência ao neoliberalismo, não é ao modelo, mas ao processo de produção e manutenção de subjetividades que se dá nesse contexto. Não é uma resistência político-econômica, mas é tratar as dificuldades, a sintomalogia e as questões que se engrendram a partir disso, as formas de relacionar-se que impõe esse modelo.

Ana Carolina: E aí a gente pode pensar nesse campo macropolítico, e o nosso trabalho é muito micropolítico, que é o movimento do desejo. Aquilo que vai produzindo em cada um. Desses deslocamentos que vão acontecendo na subjetividade, tanto daquele, das pessoas que a gente escuta, quanto da nossa também. Talvez aí que seja algo interessante de a gente pensar, o sentido da gente estar aqui. Isso também produz algo em nós.

Vocês diriam que essa é uma nova forma de luta, embora haja exemplos anteriores de iniciativas semelhantes?

Maria Rita: Eu não chamaria disso. Porque não afeta a distribuição de renda, o equilíbrio de poder, a mais-valia, estamos aqui quase fazendo um trabalho social, que o Estado não faz.

Thiago: Eu já não acho que a gente está aqui para cobrir uma lacuna do Estado.

Maria Rita: Eu não acho que a gente está ajudando o Estado nesse sentido. Não é que eles encaminham os pacientes e nós atendemos. Não estamos articulados com políticas públicas, com UBS. A gente está fazendo algo que o Estado não faz.

Mas não na perspectiva do que fazem as ONGs.

Thiago: Isso é importante marcar. O que a gente faz aqui não é filantropia, não é doação. Isso se reivindica como uma clínica política e que se oferece para escutar o sofrimento que se apresenta nesse contexto. A falta do dinheiro nos atendimentos não significa que não tem custo. Porque existe o custo dos deslocamentos, o custo do tempo, a espera do sujeito para ser atendido aqui.

O investimento emocional…

Thiago: Então gratuidade não significa falta de investimento. Não é filantropia, não é doação. E sobre a sua pergunta, que eu achei uma pergunta muito interessante, eu não sei se a gente está lutando aqui. A gente sabe contra o quê a gente se posiciona. Mas eu acho que aqui a gente pode, na melhor das hipóteses, fazer com que os sujeitos possam de alguma maneira se organizar para produzir uma forma de luta.

Juliana: Eu acho que a Rita traz a questão da luta num olhar bem macropolítico. Eu vejo como luta porque eu consigo ver a luta num sentido micropolítico, na transformação que acontece em cada sujeito e que produz mudanças nas relações. É um trabalho de formiguinha.

Maria Rita: Eu acho que me expressei mal. Eu não acho que aqui não haja luta. Eu só acho que essa luta não afeta a macroestrutura. É outro tipo de luta, mas eu concordo que é luta.

Juliana: Talvez a gente ajude o Estado a se omitir…

Thiago: Eu acho complexo isso, porque se a gente está aqui fazendo o que o Estado não faz, a gente se torna o braço esquerdo do Estado. A psicanálise não faz a adaptação do sujeito.

Não é pra normatizar o sujeito…

Thiago: Pelo contrário. É a afirmação da diferença.

E pra vocês, eu já fiz essa pergunta, mas quero retornar a ela, essa experiência de investimento de tempo, de investimento emocional, ajuda vocês na superação do desânimo, da falta de um horizonte próximo, visível?

Maria Rita: Acho que cada um poderia responder.

Quem começa?

Thiago: Eu posso dizer por mim que sim. Poder se organizar com pessoas que têm alinhamento ideológico, discutir a conjuntura, vir pra cá, fazer alguma coisa, é um trabalho de formiga, é micropolítica, enfim, é algo que sim, produz. Incendeia um pouco a vontade de produzir, de fazer, sobre o que está acontecendo.

Rachel: Eu acho que tem momentos em que eu sinto que estou fazendo um trabalho que faz diferença nesse campo muito particular e que, embora seja particular, eu não consigo ver de outra forma: partir do particular e ir para o macro. Esse seria o caminho. Claro que não é tudo, mas sim, é importante. Eu acho que o trabalho do psicanalista é muito solitário, no consultório, a gente está sempre muito sozinho, então eu acho que a discussão de conjuntura, a gente se rever como coletivo, repensar as questões de poder entre a gente, todas essas questões, eu não sei, elas mexem com a gente de uma forma, elas acendem o desejo de se pensar como sujeitos sociais, e como psicanalistas.

Maria Rita: Eu não sei se isso que eu vou falar é mais ou menos em outras palavras o que vocês estão dizendo, mas acho que ter vindo pra cá, o primeiro efeito foi sobre mim. Egoisticamente é isso. Eu sinto que eu tenho muitos ganhos. A sensação de testar, provar a potência da psicanálise, por exemplo. Pessoas que nunca fizeram análise, então não tem aquelas racionalizações. É como se fosse uma terra virgem, que você semeou pela primeira vez. Então os avanços que as pessoas fazem, o modo como se apropriam, diferente até de pessoas no consultório, então a sensação de perceber a potência desse dispositivo, a sensação de saber que, bom, pessoas que nunca teriam acesso a isso estão tendo. (…) aqui a pessoa ouve um negócio e diz ‘eu nunca tinha pensado nisso’. Aquilo transforma. Deve ter sido essa a experiência que o Freud teve nos seus inícios. Então é muito bom.

Ana Carolina: Quando eu retorno do Xingu eu retorno com uma questão que é: como nos manter vivos diante de recorrentes políticas de morte que incidem sobre nossos corpos? E essas políticas de morte não estão só lá, em Altamira, estão aqui o tempo todo nos atrapalhando. E eu acho que este trabalho é a forma que eu encontrei de manter essas faíscas do desejo vivas pra poder fazer esse trabalho. Mas esse trabalho não vai se resumir como um fim em mim mesma, mas isso passa por mim mas é produzido no outro também. Então eu acho que tem esses dois aspectos: tanto o algo que me trouxe até aqui e dessa aposta do que esse dispositivo pode produzir no outro.

João: A clínica desperta o nosso ouvido para muitas outras coisas, dá uma abertura pra escuta; estar aqui na praça de certa forma nos mobiliza afetos dirigidos a toda a questão política do momento; eu acho que diferente do consultório, que valoriza uma interioridade, uma memória, a gente aqui está aberto pro campo social, ao mesmo tempo: tem moradores de rua, tem skatistas, então dá uma abertura na escuta, e também uma satisfação da ordem de você estar ocupando um espaço, de você ter a possibilidade de atender pessoas que não teriam essa condição. Isso eu acho muito significativo pelo momento do Brasil e tudo o que a gente está vivendo. É o mínimo possível de se fazer um exercício de micropolítica. Atos locais que podem ser feitos em conjunto e que vão reverberando, reverberando.

*O verbo psicopatiar não está dicionarizado, porém, por seu uso corrente na comunidade psicanalítica argentina, começa a ser usado por especialistas no Brasil

**Artrogenia: termo médico, usado comumente para definir desgaste em articulações que provocam dores; essas dores, porém, podem também ter fundo emocional