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Temer reduz Mais Médicos e 7,7 milhões de pessoas ficam sem atendimento

Ministério da Saúde atrasa salários, diminui o número de profissionais e vai pondo fim ao programa aprovado pelos usuários
Publicado por Redação RBA
Saúde e Ciência
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© Araquém Alcântara
Mais Médicos

Afinidades ideológicas e compromisso com setores mais atrasados da corporação médica levam ao desmonte do programa

São Paulo – Aprovado pela população e elogiado internacionalmente, o programa Mais Médicos, criado em 2013, durante o governo Dilma Rousseff, vem sendo gradativamente desmontado durante a gestão de Michel Temer. É o que afirma o médico Hêider Pinto, que coordenou o programa entre 2014 a 2016, em entrevista a Conceição Lemes, no Viomundo.

O programa chegou a ter 18.240 médicos, garantindo acesso a 63 milhões de pessoas em 4.058 municípios. Hoje, não chega a 16 mil médicos para menos de 3.800 municípios.

“Isso significa que 7,7 milhões de pessoas deixaram de ser atendidas pelo programa. Depois de terem por mais de três anos médicos perto de suas casas, de segunda a sexta, essas pessoas voltaram a não ter a quem recorrer”, afirma Hêider Pinto. 

Segundo ele, não há nenhuma justificativa técnica que recomende desmontar programa tão exitoso, e que essa ação de enxugamento produzida pelo governo se dá por motivação ideológica e “compromissos assumidos com a parte mais atrasada e xenófoba da corporação médica”. 

Confira a entrevista completa no Viomundo.