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Unaids alerta para que mundo reforce medidas de prevenção à doença

'Poder da prevenção não está sendo concretizado', aponta relatório do Órgão das Nações Unidas que sugere esforços intensificados para adultos. Epidemia já matou 35 milhões de pessoas
Publicado por Redação RBA
17:36
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Estar alerta ao diagnóstico e realizar o tratamento é essencial para o combate à Aids

São Paulo – O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) divulgou hoje (12) o relatório “Lacuna na Prevenção”apontando estabilidade do declínio do contágio da doença entre adultos, com elevação em alguns locais. O órgão estipulam uma meta para que o mundo esteja livre da doença até 2030. Entretanto, para alcançar o resultado desejado, esforços devem ser intensificados, especialmente sobre os adultos, já que, entre as crianças, há progressos significativos. “Novas infecções diminuíram em mais de 70% desde 2001 e continuam a cair”, afirma o relatório. Desde o início da epidemia, na década de 1980, 35 milhões de pessoas morreram por doenças decorrentes da aids.

O diretor executivo do Unaids, Michel Sidibé, disse que a entidade está “soando o alarme. O poder da prevenção não está sendo concretizado. Se ocorrer uma ressurgência no número de novas infecções pelo HIV agora, a epidemia se tornará incontrolável”, alertou. “O mundo precisa tomar medidas urgentes e imediatas para fechar a lacuna da prevenção”, disse Sidibé.

O documento relata que 1,9 milhão de adultos no mundo foram infectados por ano, nos últimos cinco anos, com destaque negativo para a Europa e Ásia Central, com elevação de 57%, seguidas pelo Caribe (9%), Oriente Médio e Norte da África (4%) e América Latina (2%). Europa Central e Ocidental, América do Norte, África Ocidental e Central tiveram ligeiro recuo. Significativo, apenas na África Oriental e Sul, com 4% e 3%, respectivamente.

As medidas devem ser especiais em relação à população de maior risco. O grupo mais vulnerável é a população transexual: 49 vezes mais chance. “Gays e homens que fazem sexo com outros homens e usuários de drogas injetáveis são 24 vezes mais propensos a serem infectados”, diz o documento. “Profissionais do sexo, dez vezes mais” e a população carcerária, cinco vezes.

“Atualmente, temos múltiplas opções de prevenção. A questão é o acesso: se as pessoas não se sentem seguras ou não possuem os meios para acessar os serviços de prevenção combinada, não vamos conseguir acabar com esta epidemia”, disse o diretor executivo. Para a entidade, a prevenção é a melhor saída e é essencial o acesso da população com maior risco aos mecanismos existentes.

Outra meta das Nações Unidas para o combate à doença é a concretização dos tratamentos com remédios antirretrovirais. O relatório estima que 57% das pessoas com sorologia positiva conhecem sua condição; 46% têm acesso ao tratamento antirretroviral, e 38% das pessoas que vivem com HIV possuem carga viral próxima de zero, o que torna a transmissão do vírus mais difícil.

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