epidemia

A pedido da OMS, Cuba enviará médicos a Serra Leoa para combater ebola

Diretora geral da entidade disse que se trata do 'mais importante' envio de especialistas à região; profissionais chegam em outubro

MARTIAL TREZZINI/efe
ebola_oms_efe.jpg

Diretora geral da OMS e ministro da saúde de Cuba durante entrevista coletiva em Genebra

São Paulo A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou na sexta-feira (12) que o governo cubano enviará 165 profissionais de saúde para lutar contra o ebola na África Ocidental, incluindo médicos, enfermeiras, epidemiologistas e especialistas em controle de infecções.

“Por sua longa história de solidariedade, Cuba foi um dos países aos quais a OMS e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pedimos apoio para enfrentar este surto”, disse a diretora geral da OMS, Margaret Chan, em declarações à agência cubana Prensa Latina.

Esse grupo incluirá especialistas em terapia intensiva e agentes de mobilização social. “Isso fará diferença em Serra Leoa”, sustentou Chan. “Se vamos à guerra contra o ebola, precisamos de recursos para lutar”, disse, após o anúncio da colaboração de Cuba, que classificou como o envio “mais importante” de especialistas para a região.

Segundo ela, a contribuição em recursos humanos é “extremamente generosa” da parte do governo cubano e será muito valiosa para conter “o pior surto de ebola vivido até agora.”

A brigada de 165 colaboradores de saúde é formada por 62 médicos e 103 enfermeiras, todos com mais de 15 anos de profissão e experiência em situações de desastres naturais e epidemiológicos. Eles serão enviados a Serra Leoa na primeira semana de outubro e permanecerão por seis meses, como informou o ministro da Saúde cubano, Roberto Morales Ojeda.

Combate à epidemia

A epidemia de ebola já provocou mais de 2.400 mortes em países da África Ocidental, 509 delas em Serra Leoa, desde a aparição do vírus no começo do ano, como informou a OMS. Mais de 4.700 pessoas estão infectadas.

A organização estima que ainda faltem 500 médicos e enfermeiros estrangeiros e cerca de mil profissionais dos países afetados para atuar no combate à epidemia. Também são necessários recursos materiais e centros de tratamento nos países atingidos.

A China anunciou que enviará um pacote de ajuda humanitária no valor de US$ 32,5 milhões para os países afetados e organizações internacionais que ajudam no combate ao vírus.