Rede Brasil Atual https://www.redebrasilatual.com.br Rede Brasil Atual: as notícias do ponto de vista da classe trabalhadora. Mídia independente pela construção de uma sociedade mais humana, mais justa e menos desigual. pt-br Plone Em vídeos, mulheres convidam população para atos contra Bolsonaro no dia 29 Contra fascismo, machismo, homofobia, misoginia e racismo, mulheres prometem ir às ruas neste sábado. "O nosso país vai mudar com diálogo, amor e com leis que diminuam nossa desigualdade social" Reprodução
Mulheres

Artistas puxam movimento que se expande por vários setores da sociedade

São Paulo – O dia de protestos contra o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), no próximo sábado (29), em diversas capitais, cidades do interior e de diversos países ganha cada vez mais adesões. Atrizes, cantoras e compositoras, entre elas Tereza Cristina, Bruna Linzmeyer, Daniela Mercury, Anitta, Letícia Spiller, Maria Gadú, Sophie Charlotte, Marília Mendonça, Letícia Colins e Paula Burlamarqui gravaram vídeos de apoio à hashtag #EleNão, lançada pelo movimento Mulheres Unidas contra Bolsonaro.

A expectativa é que o dia 29 seja marcado por grandes mobilizações graças à visibilidade conquistada pelo movimento, depois que, na semana retrasada, a página do movimento no Facebook foi invadida e tirada do ar por defensores do candidato.

"Não quero para presidente um homem que seja a favor da tortura, que defenda os torturadores, que seja racista, misógino, homofóbico e classista. O nosso país vai mudar com diálogo, com amor e com leis que diminuam nossa desigualdade social. Leis que esse homem, como deputado por 27 anos, nunca fez", disse a atriz Bruna Linzmeyer.

Cantora e compositora sertaneja, Marília Mendonça também apoia a hashtag #EleNão. "A gente não precisa desse retrocesso. Sou uma mulher que batalhei dentro do sertanejo para quebrar todo o preconceito de um mercado completamente machista. Marília Mendonça é #EleNão. Quero que você repense se você precisa desse retrocesso em sua vida. Contra qualquer tipo de preconceito, a favor do amor", disse.

Por causa de sua mensagem, Marília e sua família passaram a receber ameaças, e por isso ela resolveu apagar o vídeo de seu perfil.

Há violência contra as mulheres que se posicionam contra o candidato do PSL também fora das redes sociais. Administradora do grupo Mulheres Unidas contra Bolsonaro, Maria Tuca Santiago, do Rio de Janeiro, foi agredida na noite de ontem (24) por homens armados, que deram coronhadas e socos no olho da ativista e ainda lhe roubaram o celular. Tuca registrou boletim de ocorrência.

Assista:

 

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Tue, 25 Sep 2018 18:41:00 -0300 https://www.redebrasilatual.com.br/politica/2018/09/em-videos-mulheres-convidam-populacao-para-atos-contra-bolsonaro-no-dia-29
Laura Carvalho: filme sobre Conceição Tavares rediscute o dilema brasileiro Para economista, desafio continua sendo encontrar o caminho do crescimento com distribuição de renda. Além da garantia do "livre pensar" edilson rodrigues / ag. senado
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Laura: qualquer análise econômica precisa considerar os aspectos internacional, desenvolvimentista e social

São Paulo – Um emocionado Eduardo Suplicy saiu antes do final do filme, exibido na tarde desta terça-feira (25) na Fundação Getúlio Vargas (FGV), onde lecionou, cumprimentando o diretor, José Mariani, autor de Livre Pensar, documentário recém concluído sobre a economista Maria da Conceição Tavares, que agora passa por um circuito basicamente universitário. Para a também economista Laura Carvalho, a obra mostra que o crescimento com distribuição de renda "constitui o principal desafio de qualquer projeto de país". 

"Esse é o grande desafio, continua sendo", disse Laura, convidada para a sessão pelo professor e historiador Luiz Felipe de Alencastro, coordenador do Centro de Estudos do Atlântico Sul da instituição. Aluna de Conceição Tavares, "talvez uma das últimas turmas", Laura demarca o contraponto entre o crescimento em meio a um processo de industrialização no período da ditadura, só que com maior desigualdade social, e um crescimento com distribuição de renda no período recente, mas com desindustrialização.

Para ela, que acaba de lançar o livro Valsa Brasileira: do boom ao caos econômico, Conceição Tavares foi precisa ao falar em três eixos, que precisam sempre ser considerados, para uma análise abrangente da economia: o plano internacional, o desenvolvimentista e o social. Este último, segundo Conceição afirma no documentário, às vezes acaba com golpes, "pau no lombo" e lideranças presas. 

Uma plateia predominantemente jovem no auditório da Escola de Economia de São Paulo (Eesp) da FGV riu em algumas passagens do filme, que mostra o temperamento explosivo de Conceição Tavares, 88 anos completados em abril. E também sua independência de pensamento, como o título do documentário sugere. "Ela é fora da caixinha", diz o economista, ex-senador e ex-ministro Aloizio Mercadante, um dos entrevistados. Laura Carvalho acredita que o atual momento brasileiro reserva riscos ao livre pensar, "o que não é tão absurdo diante do que estamos vivendo".

Mariani observa que o documentário começa e termina com imagens de festa, mostrando aspectos mais pessoais de sua biografada. E destaca uma fala "com a faca nos dentes" de Conceição Tavares no Fórum Social Mundial, em 2002, em Porto Alegre, em defesa da aceitação da discrepância, da tolerância entre os divergentes, algo impraticável nos dias de hoje. Sintomaticamente, logo no início uma alegre Conceição, no dia de seus 80 anos, em 2010, aparece sorridente entre Dilma Rousseff e José Serra – ex-alunos e adversários na campanha presidencial daquele ano, vencida pela petista. 

Livre Pensar será exibido ainda hoje, às 19h, na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo e amanhã (26), às 20h, na Casa do Saber. O calendário inclui a Universidade Federal do Rio de Janeiro (1º de outubro), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (dia 2), a Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo (dia 5), durante a Semana de Economia, e a Universidade Federal Fluminense (10).

  

Leia mais:

Conceição Tavares e a procura de uma nação chamada Brasil

 

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Tue, 25 Sep 2018 18:15:52 -0300 https://www.redebrasilatual.com.br/economia/2018/09/laura-carvalho-filme-sobre-conceicao-tavares-rediscute-o-dilema-brasileiro
Marcos Coimbra, do Vox Populi, é o convidado do 'Entre Vistas' Sociólogo fala das eleições, institutos de pesquisa e comportamento do eleitorado TVT
Entre Vistas

Programa vai ao ar logo mais, às 21h

São Paulo – O sociólogo Marcos Coimbra, presidente do instituto Vox Populi, é o convidado desta terça-feira (25) do programa Entre Vistas, da TVT. O programa vai ao ar a partir das 21h. Ao lado do apresentador, o jornalista Juca Kfouri, participam do Entre Vistas a socióloga Marisol Recamán, da Fundação Perseu Abramo (FPA), e a psicóloga Edna Roland, especialista independente da Organização das Nações Unidas (ONU) – uma entidade cujas decisões nem sempre o Brasil respeita, ironiza Juca.

Segundo Coimbra, o avanço da extrema-direita não é uma particularidade brasileira, mas um fenômeno mundial. O sociólogo afirma que sempre houve um eleitorado de direita no país, mas que começou a atingir "outras parcelas do antipetismo".

A trajetória de Jair Bolsonaro (PSL) pode levá-lo ao segundo turno, mas a partir daí a chance de dar certo "é questionável".

Juca pergunta sobre o fato de tantas pessoas afirmarem que nunca foram entrevistadas por nenhum instituto de pesquisa. "Sua hora chegará", responde, com humor, o presidente do Vox Populi.

Assista a partir das 21h:

 

 

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Tue, 25 Sep 2018 18:00:00 -0300 https://www.redebrasilatual.com.br/politica/2018/09/marcos-coimbra-do-vox-populi-e-o-convidado-do-entre-vistas
Greve geral trava a Argentina e tensiona governo Macri Dezenas de cidades tiveram paralisação total de transportes, aeroportos, bancos, escolas, coleta de lixo, entre outros serviços Futura Press/Folhapress
aeroporto

Paralisação na Argentina também afetou aeroportos brasileiros, como o Internacional de Guarulhos, que cancelou dezenas de voos

São Paulo – A greve geral contra as políticas econômicas recessivas do governo do presidente da Argentina, Mauricio Macri, realizada hoje (25) em dezenas de cidades, foi considerada “um sucesso” pelo dirigente da Confederação Geral do Trabalho de Argentina (CGT) Juan Carlos Schmid.

Ele denunciou o "fracasso evidente" de Macri nas áreas econômica, social e política e destacou que o governo "está agindo em um país desigual, cada vez mais desigual". A paralisação afetou serviços de transporte, aeroportos, escolas, indústrias, bancos e coleta de lixo e os trabalhadores prometeram que “não haverá trégua" se o mandatário não apresentar um “plano B”.

O movimento ocorre no mesmo dia em que Macri foi discursar na 73ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, onde também vai se reunir com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde. O objetivo é renegociar o empréstimo já acertado de US$ 50 bilhões (R$ 204,5 bilhões) por um valor ainda maior.

Do total negociado com o FMI, US$ 15 bilhões já foram utilizados para conter a corrida cambial de maio. O resto seria liberado a cada três meses, sempre e quando a Argentina cumprisse as metas acordadas – e que agora estão sendo revistas. Ele também busca passar a mensagem de que o país não vai decretar moratória da dívida externa, como em 2001.

O movimento paralisou cerca de 85% das atividades nas cidades, apesar de governadores aliados de Macri tentarem desmerecer a paralisação. O serviço de Metrô de Buenos Aires está paralisado desde às 20h do ontem (24). Além disso, houve mobilizações em vários locais, com destaque para a cidade de Mendoza, onde 20 mil argentinos protestaram em frente a sede do governo local.

“Vamos mostrar ao mundo a foto de um país que diz não. Não ao FMI.  Não ao orçamento do FMI. E não às demissões”, disse o deputado e líder da CTA Hugo Yasky, no ato de encerramento da manifestação em frente ao palácio presidencial.

No início da tarde, o presidente do Banco Central da Argentina (BCRA), Luis Caputo, pediu demissão do cargo, alegando motivos pessoais. O economista deixa a função após três meses de trabalho. Ele é o quarto dirigente do BCRA a renunciar em quatro meses. Ainda assim, ele defendeu a extensão do acordo de US$ 50 bilhões entre o governo argentino e FMI, dizendo que sai “com a convicção” de que as novas negociações “restabelecerão a confiança acerca da situação fiscal, financeira, monetária e cambial”.  Com o anúncio, o peso se desvalorizou em mais de 4%.

Não ao arrocho

Os trabalhadores e trabalhadoras argentinos protestam contra a escalada de demissões – desemprego subiu de 8,7% em 2017 para 9,6% entre abril e junho deste ano -, política de ajustes, a volta das discussões da reforma trabalhista fatiada, com proposta de flexiblização dos contratos e a retirada dos subsídios das principais tarifas que deve ser ampliada caso seja aprovado o novo Orçamento enviado ao Congresso na semana passada.

O Orçamento propõe o déficit zero exigido pelo FMI, o que significa mais cortes nos gastos sociais. Mas, a aprovação da proposta depende do Congresso, onde o governo não tem maioria e os parlamentares estão de olho na eleição presidencial do ano que vem. O governo argentino atribuiu a crise a fatores que escapam do seu controle, entre eles, a pior seca em 50 anos e a guerra comercial entre Estados Unidos e China. Mas, segundo Macri, o pior já passou e a economia deve voltar a crescer no segundo semestre.

O ministro da Produção, Dante Sica, disse considerar a greve geral “inoportuna” e afirmou que o governo continuará negociando com a oposição para conseguir um consenso.

Com informações de Opera Mundi, Página|12 e CUT

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Tue, 25 Sep 2018 17:53:04 -0300 https://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2018/09/greve-geral-trava-a-argentina-e-tensiona-governo-macri
Terceirização irrestrita é passo para extinção dos concursos e do serviço público Para entidades, uso de mão de obra terceirizada em vez de concursados no serviço público é mais um retrocesso de Temer que precisa ser revertido Lucio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados
terceirização

Ampliação das terceirizações vinha sendo tentada desde o início da década passada e só passou após o golpe de 2016

São Paulo – O decreto de Michel Temer que expande as possibilidades de contratação de mão de obra terceirizada no serviço público representa mais um passo para a extinção da contratação de servidores qualificados por meio de concursos públicos. "A medida representa mais um passo para a extinção dos concursos, com o objetivo de reduzir a capacidade do Estado em responder às necessidades do povo brasileiro", afirma o secretário-geral do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no DF (Sindsep), Oton Pereira Neves. A informação é do portal da CUT.

De acordo como o sindicalista, a medida deve agravar as más condições de trabalho no serviço público e ampliar a exploração do trabalhador. "A terceirização aprofunda ainda mais a precarização das relações de trabalho”, afirma. 

Em nota, a Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef), que representa mais de 80% dos trabalhadores no Executivo, reforça o entendimento de que o Decreto 9.507, publicado no Diário Oficial da União de segunda-feira (24), tem “potencial para fragilizar ainda mais o setor público, que já vem sendo fortemente atacado”.

“Todos os movimentos feitos por esse governo vão na direção de promover o desmonte completo dos serviços públicos. Tal objetivo foi traçado desde a aprovação da Emenda Constitucional (EC) 95/16, que congela investimentos do setor por 20 anos”, afirma nota publicada pela Condsef.

Para o secretário-adjunto de Relações do Trabalho da CUT, Pedro Armengol, que é também diretor da Condsef, a ameaça de privatização do serviço público no país deve chamar a atenção dos trabalhadores para o cenário eleitoral, visto como oportunidade de reverter as medidas que vêm sendo tomadas pelo governo Temer.

“Depois que o Supremo autorizou a terceirização sem limites na iniciativa privada, só nos resta eleger candidatos progressistas tanto para o Executivo como para o Legislativo, a fim de reverter essa reforma administrativa que vem sendo feita por esse governo golpista através de portarias e decretos. Estamos vivendo um estado de exceção. Por isso, a luta é política e passa pelas eleições de outubro”, ressalta Armengol. 

O texto do decreto, segundo a CUT, tenta disfarçar a terceirização ilimitada do serviço público federal ao listar algumas hipóteses com restrição à contratação de serviço indireto, como quando os serviços forem “considerados estratégicos para o órgão ou a entidade, cuja terceirização possa colocar em risco o controle de processos e de conhecimentos e tecnologias”.

No entanto, essas vedações não estão impostas aos serviços auxiliares, instrumentais ou acessórios. Até então, a terceirização no serviço público era permitida apenas em atividades secundárias, como conservação, limpeza, segurança, vigilância e transportes.

Com o decreto, os servidores públicos estarão sujeitos a redução de salários, aumento de jornada e no número de acidentes de trabalho – como ocorre na maioria dos setores que abusam do emprego de mão de obra terceirizada.

Segundo estudo feito pelo Dieese, os terceirizados ganham em média 25% menos, se acidentam 60% mais e trabalham 12 horas a mais por mês. A rotatividade da mão de obra também é o dobro da registrada em relação ao contratado direto.

O decreto de Temer ainda chama atenção para a fragilidade da garantia dos direitos trabalhistas básicos – como o pagamento do salário – ao trabalhador terceirizado. No texto, está expresso que os contratos deverão desenvolver mecanismos para aferir a qualidade da prestação dos serviços, com adequação do valor do pagamento do contrato dependendo desse resultado.

A responsabilidade da Administração Pública quanto à garantia dos direitos trabalhistas também é anulada pelo decreto. O texto dispõe de cláusulas que deixam exclusivamente sob responsabilidade da empresa contratada o pagamento das obrigações trabalhistas, previdenciárias e contribuições com o FGTS.

“Na história da terceirização, o que mais existe é empresa de terceirização que dá calote nos trabalhadores. E se o trabalhador não tem a garantia da quitação dos direitos trabalhistas pela Administração Pública, vai sair com uma mão na frente e a outra atrás. E ninguém vai pagar por isso”, avalia o presidente interino da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues.

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Tue, 25 Sep 2018 17:41:00 -0300 https://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2018/09/terceirizacao-irrestrita-e-passo-para-extincao-dos-concursos-dizem-servidores-concursos-terceirizacao-no-setor-pode-tornar-trabalho
Comissão diz que não houve ato ilícito da Justiça ao algemar advogada negra Desembargador também inocentou a juíza que pediu a prisão da advogada Valéria dos Santos durante audiência. "As instituições são réplicas de violências históricas", diz pesquisadora Agência Brasil
Valéria Lucia dos Santos

Em nota, OAB-RJ diz que decisão do tribunal de não perceber ilicitude no caso de Valéria dos Santos causa 'estupefação'

São Paulo – A conclusão da Comissão Judiciária dos Juizados Especiais (Cojes), de que a advogada Valéria Lucia dos Santos, detida durante audiência judicial em Duque de Caxias (RJ), “se jogou no chão” e foi algemada para sua própria segurança, revela a “Justiça colonial” existente no Brasil, segundo Dina Alves, advogada e pesquisadora em segurança pública.

“É uma lamentável decisão, um diagnóstico da insidiosa persistência do racismo estrutural na administração da justiça no Brasil”, afirma. Para ela, a conclusão do desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), é um retrato de uma realidade mais ampla, com sentenças semelhantes que criminalizam e punem a própria vítima.

O desembargador também inocentou a juíza leiga Ethel Tavares de Vasconcelos de ter praticado qualquer abuso de autoridade ao pedir a prisão de Valéria dos Santos durante a audiência.

“Revela (a conclusão) como o Estado penal interfere no corpo das mulheres negras. Algemar uma mulher negra, trabalhadora, no exercício legal da profissão, com tamanha violência como foi, revela como temos uma justiça colonial no Brasil, como as instituições são réplicas de violências históricas”, afirma Dina Alves, atuante no Comitê contra o Genocídio da População Negra e no Coletivo Autônomo de Mulheres Pretas.

Ao relativizar a violência sofrida pela advogada Valéria Lucia dos Santos, a pesquisadora em segurança pública acredita que a violência causada pelo sistema de justiça contra a população negra tende a piorar após a conclusão da Comissão Judiciária.

“Acredito que o caso da Marielle (Franco, vereadora carioca assassinada em março), essa algema na doutora Valéria, essa violência perpetrada pelas instituições de justiça tende a piorar, porque a gente vive num cenário perigoso, com a retroalimentação do sistema capitalista e do racismo no Brasil, porque o capitalismo necessita do racismo para sobreviver. A gente vive numa sociedade organizada por hierarquias de raça, classe, gênero e sexualidade. Vivemos num sistema de dominação racial”, enfatiza Dina Alves, para quem o racismo no Brasil mostra suas múltiplas faces diariamente.

Estranheza

Em nota oficial divulgada nesta terça-feira (25), o presidente da Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RJ), Luciano Bandeira, manifestou “estranheza quanto à conclusão do Procedimento Administrativo em trâmite na Comissão Judiciária dos Juizados Especiais (Cojes)”, segundo a qual não houve desvio de função ou abuso de autoridade no caso da advogada algemada no exercício da profissão.

“Causa-nos espécie e estupefação o fato de o tribunal não ter percebido qualquer tipo de ilicitude na inaceitável e reprovável decisão de algemar uma advogada no exercício de sua profissão. Continuaremos a tomar todas as medidas cabíveis contra essa agressão”, diz outro trecho.

Leia a íntegra da nota:

Por meio de sua Comissão de Prerrogativas, a Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Estado do Rio de Janeiro, vem a público manifestar sua estranheza quanto à conclusão do Procedimento Administrativo nº 2018.0172890, em trâmite na Comissão Judiciária dos Juizados Especiais (Cojes), segundo o qual não teria havido desvio de função ou abuso de autoridade no caso da advogada Valeria Lucia dos Santos. Após ter seu acesso à contestação negado, vale lembrar, a colega terminou por ser algemada no chão da sala de audiência, no Fórum da Comarca de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, no dia 10 de setembro.

A Ordem tomou conhecimento da lamentável decisão da Cojes apenas por intermédio dos meios de comunicação que noticiaram o fato, vez que não integrou o procedimento, nem pôde participar da oitiva da juíza leiga ou das testemunhas arroladas.

Causa-nos espécie e estupefação o fato de o tribunal não ter percebido qualquer tipo de ilicitude na inaceitável e reprovável decisão de algemar uma advogada no exercício de sua profissão. Continuaremos a tomar todas as medidas cabíveis contra essa agressão. O Procedimento Ético Disciplinar no intuito de apurar, adequadamente, a conduta da juíza leiga está em curso em nosso Tribunal de Ética e Disciplina, que, ao contrário do TJ, ouvirá todas as partes, respeitando o direito à ampla defesa, ao contraditório e a todos os princípios legais pertinentes. Também tomaremos as providências devidas tanto na Corregedoria do Tribunal de Justiça como no Conselho Nacional de Justiça, caso se faça necessário.

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Tue, 25 Sep 2018 17:21:45 -0300 https://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2018/09/comissao-diz-que-advogada-negra-algemada-se-jogou-no-chao
Embraer pode perder voz de comando com venda para Boeing Sindicato alerta para o papel de simples observadora reservado à empresa no conselho administrativo da companhia dos EUA e o fechamento da aquisição até 5 de dezembro, na gestão de Michel Temer Sind. dos Metalúrgicos de SJC/Reprodução
Embraer metalúrgicos

Memorando divulgado na sexta confirma prejuízos a Embraer que eram temidos pelo sindicato da categoria

São Paulo – Após avaliarem o documento divulgado na sexta-feira (21) sobre como serão firmadas as relações estratégicas entre as empresas Embraer e Boeing, os sindicatos dos metalúrgicos das cidades de São José dos Campos, Botucatu e Araraquara, no interior de São Paulo, estão se mobilizando para barrar o processo e planejam incorporar os novos dados às ações judiciais contra a venda da empresa.

Em entrevista ao jornalista Rafael Garcia, na Rádio Brasil Atual, o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Hebert Claros, destacou que o arranjo é prejudicial às operações da Embraer e preocupa principalmente pelo papel de mera observadora reservado à empresa no conselho administrativo da Boeing e a conclusão do negócio até 5 de dezembro, ainda durante a gestão de Michel Temer.

Na prática, segundo o vice-presidente, o prazo estipulado limita a avaliação do processo que, para ele, precisa ser levado ao próximo presidente, além de impedir a participação efetiva da Embraer e do governo federal em decisões. “Isso é muito mais prejudicial ao futuro da empresa e, um fechamento da Embraer, por exemplo, em São José dos Campos, significa a perda de 13 mil postos de trabalhos direitos e 20 mil indiretos. É uma tragédia para o nosso país”, afirma Herbet Claros.

Ouça a entrevista completa:

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Tue, 25 Sep 2018 15:06:05 -0300 https://www.redebrasilatual.com.br/economia/2018/09/embraer-pode-perder-voz-de-comando-com-venda-para-boeing
Carcerópolis: um raio-x profundo do sistema prisional brasileiro Desenvolvida pela ONG Conectas, plataforma on-line cruza dados dos últimos relatórios do Infopen com outras informações que revelam a tragédia do encarceramento em massa no país Arquivo EBC
sistema prisional

Com 40% dos presos em julgamento, o Brasil tem uma população equivalente ao estado do Amapá atrás das grades

São Paulo – Com o objetivo de aprimorar a disponibilidade de dados oficiais do sistema carcerário do Brasil, a ONG Conectas desenvolveu uma plataforma on-line que cruza os dados dos últimos quatro relatórios do Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen). Batizada de Carcerópolis, a plataforma oferece análises sobre o crescimento do sistema, o perfil da população prisional, a infraestrutura e a situação jurídica dos presos, entre outros aspectos, além de um mapa com todas as unidades prisionais do país, o que possibilita uma análise mais detalhada das informações de cada uma delas como, por exemplo, a taxa de ocupação e os serviços oferecidos.

“Historicamente, a produção de dados oficiais no Brasil sempre foi incipiente, o que dificulta uma análise apurada dos problemas para a formulação de políticas públicas mais precisas e o controle da sociedade civil. No caso do sistema prisional, há uma clara opção política em ignorar a questão, embora seja uma das principais fontes de violações de direitos humanos do país”, avalia Rafael Custódio, coordenador do programa de combate à Violência Institucional da Conectas.

O Carcerópolis também reúne dezenas de pesquisas sobre o funcionamento do sistema carcerário, o perfil populacional, a política criminal e a violência institucional, além de apresentar os contatos de um “banco de especialistas” no tema.

Com quase 730 mil pessoas presas, o Brasil é atualmente o terceiro país com a maior população prisional do mundo – e o único cuja curva de encarceramento é ascendente. Entretanto, como explica a Conectas, apesar de ter uma população equivalente ao estado do Amapá atrás das grades, os dados sobre o perfil demográfico dos presos e as condições em que cumprem pena são “escassos, fragmentados e de difícil verificação”, tornando ainda mais difícil a elaboração de políticas públicas eficientes e a identificação dos casos mais graves de violações de direitos.

Segundo Rafael Custódio, a plataforma Carcerópolis não pretende substituir o Estado na elaboração de dados sobre o sistema carcerário, e sim escancarar “a precariedade da geração de informações e cobrar medidas urgentes nesse sentido”.

“Apesar das falhas, o Infopen é um dos poucos levantamentos que dispomos a respeito do sistema prisional. Nosso papel é cobrar sua melhoria permanente na coleta, sistematização e produção de informações, além da divulgação periódica dessas informações à sociedade civil”, afirma o coordenador do programa de combate à Violência Institucional da Conectas.

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Tue, 25 Sep 2018 14:01:22 -0300 https://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2018/09/carceropolis-um-raio-x-do-sistema-prisional-brasileiro
Aumento da rejeição a Bolsonaro é resultado do movimento #EleNão, diz Fornazieri Sem fato novo, tendência é candidato do PSL continuar estagnado, podendo até cair, segundo professor. Se rejeição chegar perto dos 50%, ele estaria "praticamente inviabilizado" no segundo turno Reprodução/Justificando
#EleNão

Movimento de mulheres que saem às ruas no próximo dia 29 pode fazer crescer rejeição a Bolsonaro

São Paulo – A mobilização de setores da sociedade com campanhas e manifestos contra os riscos à democracia representados pela candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) e, em especial, o movimento #EleNão, liderado por mulheres, foram fundamentais para o crescimento da rejeição ao presidenciável. Segundo o professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (Fesp-SP) Aldo Fornazieri, foi criada uma espécie de "barreira" que impede o seu crescimento e a última pesquisa Ibope indicaria que Fernando Haddad (PT) tem potencial para crescer mais, enquanto Bolsonaro, inversamente, pode cair. 

Além do salto nominal na rejeição, de 42% para 46% – 50% entre as mulheres –, Aldo aponta as debilidades do candidato no segundo turno, cenário no qual perde para os três principais concorrentes – Haddad, Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB). Segundo ele, as mobilização contra o atual líder das pesquisas marcadas para o próximo sábado (29) devem reforçar essa barreira.

"O que criou toda essa dificuldade para o Bolsonaro foi essa forte campanha de denúncia, das mulheres, dos partidos, mas também dos movimentos sociais, com vários manifestos de intelectuais, das centrais sindicais, toda uma movimentação na sociedade contra ele", analisa o professor.

Outra movimentação marcante trazida pela última pesquisa, segundo Aldo, é o crescimento de Haddad, não apenas no primeiro turno, mas também no segundo, onde aparece derrotando Bolsonaro por 43% a 37%. "Haddad tende a ir para o segundo turno e aparece com vantagem. No primeiro, foi praticamente o único que continuou crescendo, mas a velocidade diminuiu, o que é normal. Ele tinha dado saltos muito significativos anteriormente. Agora a velocidade de crescimento parece ter diminuído, mas ainda não terminou." 

O professor diz que se a rejeição do presidenciável do PSL continuar a crescer, pode haver uma espécie de "voto útil" em Haddad, algo parecido com a movimentação registrada pelo Ibope na região Sul do país, onde o candidato do PSL perdeu oito pontos percentuais e o petista subiu oito. Caso a rejeição a ele chegue à casa dos 50% dos votos, Aldo diz que uma vitória de Bolsonaro ficaria praticamente inviabilizada. 

"Se não houver uma reação por parte da sua campanha, ele pode perder votos. Temos que lembrar que segundo turno é sempre outra campanha. Não dá para dar de barato que ele está inviabilizado, mas a tendência é essa. Em eleições sempre acontecem coisas imprevistas, as pesquisas identificam tendências, mas é preciso que as urnas confirmem", diz Fornazieri. O mesmo vale para Ciro e Alckmin que "ou fazem algo de extraordinário", no sentido de criar um fato novo e positivo em suas campanhas, ou tenderão a ficar estagnados ou cair, consolidando a disputa, na segunda volta, entre Haddad e Bolsonaro.

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Tue, 25 Sep 2018 13:51:00 -0300 https://www.redebrasilatual.com.br/politica/2018/09/rejeicao-a-bolsonaro-e-resultado-do-movimento-elenao-diz-fornazieri
Renda dos brasileiros é comprometida pelos reajustes das tarifas públicas De acordo com diretor técnico do Dieese, 25% do orçamento familiar hoje é usado para o pagamento de serviços considerados essenciais, mas que seguem alta superior à inflação Arquivo EBC/Reprodução
Tarifas públicas

Dieese aponta que reajustes se opõe a lógica de ampliar o poder de consumo que deveria prevalecer

São Paulo – A atual política de tarifas públicas – preços administrados pelo Estado – tem consumido 1/4 do orçamento dos trabalhadores brasileiros, segundo o diretor técnico do Dieese Clemente Ganz Lúcio. "Em parte, isso repercute para as empresas, mas prejudica a renda do trabalho, principalmente nesse momento de desemprego", afirma ele, em sua análise nesta terça-feira (25) na Rádio Brasil Atual.

De janeiro a agosto, de acordo com reportagem publicada pelo Estadão, os preços administrados tiveram uma alta de 6,64%, mais que o dobro da inflação geral de 2,85% no período, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Por corresponderem a gastos obrigatórios dos brasileiros como energia, combustível e transporte, estes custos trazem impactos direitos no orçamento familiar.

Aos jornalistas Marilu Cabañas e Glauco Faria, o diretor técnico do Dieese explica que a política de preços vigente tem comportamento oposto ao que deveria ser adotado, no sentido de ampliar o poder de consumo dos trabalhadores.

"É evidente que o Estado e as empresas públicas têm que procurar os meios para fazer com que os preços desses serviços e produtos seja adequado ao custo de vida dos cidadãos e da renda brasileira e isso, muitas vezes, não é percebido, especialmente quando as empresas públicas passam a ser geridas como se fossem empresas privadas", critica Ganz Lúcio.

Ouça a entrevista completa:

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Tue, 25 Sep 2018 13:33:57 -0300 https://www.redebrasilatual.com.br/economia/2018/09/renda-dos-brasileiros-e-comprometida-por-elevados-reajustes-das-tarifas-publicas
Iniciativa da CUT pede compromisso dos candidatos com direitos das mulheres Plataforma elaborada pela central traz reivindicações como a revogação do Teto dos Gastos, da “reforma” trabalhista e o combate à combate à desigualdade salarial TVT/Reprodução
Plataforma Mulheres da CUT

Secretária da Mulher Trabalhadora da CUT-SP analisa que medidas promovidas por Temer afetam principalmente as mulheres

São Paulo – Nestas eleições, as trabalhadoras representadas pela CUT querem o compromisso dos candidatos pela revogação da "reforma" trabalhista e da terceirização total da mão de obra. Elas afirmam que foram golpeadas por essas medidas do governo Temer e para que o próximo governo reverta as perdas e não ataque outros direitos, a central elaborou a "Plataforma das Mulheres da CUT: Eleições 2018 – Nenhum direito a menos! ".

O documento construído a partir de debate coletivo entre dirigente sindicais de todo o Brasil e com a participação de economistas e cientistas sociais, baseia-se nos eixos da igualdade e não-discriminação no trabalho, violência contra a mulher, políticas públicas e compartilhamento de responsabilidade e direitos sexuais e reprodutivos.

"(A plataforma é) Um apanhado de propostas que a gente está levando para as candidatas e candidatos. É uma pauta de reivindicações das mulheres para que os eleitos implementem as políticas públicas para as mulheres", afirma a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT-SP, Márcia Viana, ao repórter Jô Miyagui, do Seu Jornal, da TVT. "É muito retrocesso, a gente vem perdendo muitos direitos e precisamos fazer esse debate."

Na pauta de reivindicações também são destacadas a revogação da Emenda Constitucional (EC) 95 do Teto de Gastos – que congela por 20 anos investimentos sociais no país –, além do combate à desigualdade salarial e a análise dos planos de governo, entrevistas e atitudes dos candidatos frente a essas questões.

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Tue, 25 Sep 2018 12:47:29 -0300 https://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2018/09/iniciativa-da-cut-alerta-compromisso-dos-candidatos-com-direitos-das-mulheres
Haddad tem quase o dobro de intenções de voto de Bolsonaro entre mais pobres Candidato do PT chega a 30% entre quem tem renda familiar de até um salário mínimo, de acordo com pesquisa Ibope. Presidenciável do PSL tem 16%
Pesquisa Ibope

Entre aqueles que ganham entre um e dois salários mínimos há empate técnico perto do limite da margem de erro

São Paulo – De acordo com a pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira (24), o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, chega a 30% de intenções de voto entre os eleitores que têm renda familiar até um salário mínimo. O percentual é quase o dobro do segundo colocado, Jair Bolsonaro (PSL), que aparece com 16%.

Entre aqueles que ganham de um a dois salários mínimos, há empate técnico perto do limite da margem de erro de dois pontos percentuais, com Bolsonaro à frente de Haddad: 26% a 21%. Em relação ao levantamento anterior, o petista cresceu quatro pontos nesse segmento.

O candidato do PSL lidera na faixa dos dois a cinco salários, com 34%, mesmo índice da última pesquisa, ante 19% do ex-prefeito de São Paulo (três pontos a mais do que na sondagem anterior). Já no segmento acima dos cinco mínimos, a vantagem de Bolsonaro sobre Haddad é folgada: 42% a 15%.

Petista cresce entre mais velhos

Nos segmentos etários, o maior crescimento de Haddad se deu entre os eleitores que têm entre 25 e 34 anos. Ali, ele passou de 16% a 23%, enquanto o presidenciável do PSL oscilou positivamente de 32% para 34%. Na faixa dos 35 aos 44 anos, há empate técnico: o petista foi de 20% para 23% e seu adversário teve queda de 30% para 24%. No segmento dos 45 aos 54, há empate no limite da margem de erro, com Bolsonaro tendo 28% (cinco a mais que na sondagem anterior) e Haddad, 22% (oscilação positiva de dois pontos).

Entre os mais jovens, o presidenciável do PSL tem 27%, ante 17% do ex-prefeito paulistano e ex-ministro da Educação. No segmento dos que têm mais de 55 anos, Haddad cresceu de 18% para 23%, enquanto Bolsonaro foi de 24% para 25%, configurando novo empate técnico.

Levando em conta a escolaridade, o presidenciável do PT é líder entre os que possuem até a 4ª série do ensino fundamental, com 28%, quatro pontos a mais que na última pesquisa. O candidato do PSL tem 19%. Haddad também aparece à frente, empatado no limite da margem de erro, na faixa daqueles que têm entre a 5ª e a 8ª séries do ensino fundamental: 26% a 20%.

Bolsonaro permaneceu com o mesmo percentual no segmento dos que têm ensino médio, liderando com 31%m ante 19% do petista, que oscilou positivamente dois pontos. O líder da pesquisa também tem boa vantagem entre os eleitores que têm ensino superior, com 33%, ante 16% de Haddad.

Leia também:

Haddad passa de 11% para 19% no Sul e lidera em sete estados do Nordeste

 

 

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Tue, 25 Sep 2018 12:17:00 -0300 https://www.redebrasilatual.com.br/politica/2018/09/haddad-tem-quase-o-dobro-de-intencoes-de-votos-de-bolsonaro-entre-mais-pobres
Em debate, engenheiros defendem que eleições darão fim ao golpe no Brasil Em evento no Rio, especialistas debateram projetos que possam retomar o desenvolvimento do país e o crescimento econômico TVT/Reprodução
Debate Fisenge

Debate contou também com a participação do ex-ministro Celso Amorim e do presidente da Fisenge Clóvis Nascimento

São Paulo – A Federação Interestadual de Sindicatos dos Engenheiros (Fisenge) reuniu a categoria na sexta-feira (21) para discutir os efeitos das eleições sobre temas como o desenvolvimento, a economia, o mundo do trabalho, a política externa e comemorar os 25 anos da entidade. Para os especialistas, os principais desafios passam pela retomada dos empregos na construção civil, reformas coerentes e novas formas de lidar com grandes bancos e mídias corporativas, reconhecidas como "inimigos fortes".

Em entrevista à repórter Viviane Nascimento, do Seu Jornal, da TVT, o presidente do Sindicato dos Engenheiros do Rio de Janeiro (Senge-RJ), Olímpio Alves dos Santos, lamentou que o desenvolvimento da indústria nacional tenha sido "praticamente destruído" pelo governo de Michel Temer. Para ele, apenas um projeto para reerguer o país pode dar conta do desmonte. "É com a construção do país, em todos os sentidos, isso se resolve ao longo de dois a três anos."

O diretor-técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, acrescenta que além da revisão da "reforma" trabalhista é preciso um novo Estatuto do Trabalho para dar conta das novas dinâmicas e da proteção aos trabalhadores. Otimista quanto ao fim do golpe, em curso desde 2016, o economista Paulo Nogueira Batista Jr. defende ainda que a saída passa por um projeto de desenvolvimento autônomo, nacional e inclusivo. "É o que nós estamos devendo ao povo brasileiro desde sempre", afirma.

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Tue, 25 Sep 2018 11:04:00 -0300 https://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2018/09/em-debate-no-rio-engenheiros-defendem-que-eleicoes-darao-fim-ao-golpe-no-brasil
Haddad passa de 11% para 19% no Sul e lidera em sete estados do Nordeste No Norte e Centro-Oeste, candidato do PT cresceu cinco pontos, enquanto Bolsonaro oscilou um ponto Ricardo Stuckert
Haddad Nordeste

No Nordeste, Haddad cresceu de 31% para 34% e só não aparece na frente no Ceará

São Paulo – A pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira (24) mostra que Fernando Haddad (PT) cresceu em todas as regiões do país. Ele saiu de 19%, na última pesquisa, para 22% das intenções de voto. Na região Sul, que registrou maior crescimento, o candidato do PT passou de 11% para 19%, enquanto Jair Bolsonaro (PSL), que lidera nacionalmente, caiu oito pontos percentuais, de 38% para 30%, na média dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Nestes três estados, que respondem por 15% do eleitorado, Ciro Gomes (PDT) oscilou de 7% para tem 9%. Geraldo Alckmin (PSDB) e Alvaro Dias (Pode), com 7% e 6%, respectivamente, mantiveram os índices da pesquisa anterior. Marina Silva (Rede) oscilou de de 4% para 2%. 

No Nordeste, com 27% do eleitorado, Haddad lidera em sete dos nove estados, e cresceu de 31% para 34%. No Ceará, Ciro aparece em primeiro, com 39%, enquanto Haddad tem 21% e Bolsonaro, 15%. Em Alagoas, Haddad aparece com 28% e Bolsonaro tem 22%, empatados no limite da margem de erro da pesquisa, que é de três pontos percentuais. Na região, Ciro faz 18%; Marina, 5% e Alckmin tem apenas 4%. 

Com 38%, é no Piauí que Haddad registra a maior diferença em relação ao segundo colocado, Ciro, que tem 15%, tecnicamente empatado com Bolsonaro, com 14%. Já na Bahia, o candidato do PT vai a 33%, seguido pelo nome do PSL, com os mesmos 14%. Marina tem 12%, Ciro, 9%, e Alckmin 6%.

Nas regiões Norte e Centro-Oeste, que somadas também representam 15% dos eleitores brasileiros, Haddad cresceu de 15% para 20%, enquanto Bolsonaro oscilou de 32% para 33%. Alckmin tem 9%, Ciro, 8% e Marina, 7%. 

No Sudeste, que concentra 43% do eleitorado, Haddad oscilou de 15% para 16%. Bolsonaro também oscilou dentro da margem de erro, de 29% para 31%. Ciro e Alckmin aparecem empatados com 10%, e Marina tem 5%.  

 

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Tue, 25 Sep 2018 10:31:00 -0300 https://www.redebrasilatual.com.br/politica/2018/09/haddad-passa-de-11-para-19-no-sul-e-lidera-em-sete-estados-do-nordeste
Manifesto pede união da esquerda para o segundo turno Independentemente do candidato, o objetivo é que seja firmado compromisso para a revogação das medidas de Temer e a retomada da soberania nacional RICARDO STUCKERT/FACEBOOK
Esquerda nas eleições

Fórum 21 reitera o compromisso de empenhar-se pela unidade, seja qual for o candidato que a representará

São Paulo – O Fórum 21: Ideias para o Avanço Social lançou manifesto que pede a união do campo democrático, no segundo turno das eleições presidenciais, pela revogação das medidas do governo Temer e a retomada do desenvolvimento e da soberania nacional. Coletivo de esquerda, de caráter suprapartidário, o Fórum 21 reitera o compromisso de se empenhar pela unidade, seja qual for o candidato que o representará. "Nesta eleição existem muitos candidatos, mas apenas dois lados. O lado do golpe e o lado da resistência, que hoje abriga três candidaturas diferentes (Fernando Haddad, Ciro Gomes e Guilherme Boulos), mas uma trincheira em comum", diz o texto.

O manifesto já possui cerca de 5.100 assinaturas (confira aqui), entre as quaiss as de personalidades como o compositor Chico Buarque, o ex-ministro Celso Amorim, os professores Ladislau Dowbor, Eduardo Fagnani e Fábio Konder Comparato, o teólogo Leonardo Boff, a filósofa Marilena Chaui e o diplomata Samuel Pinheiro Guimarães. 

Leia a íntegra do texto:

Pela vitória da resistência. Contra o Golpe. Eleições livres para um Brasil livre

O Brasil vive hoje um momento dramático, certamente o mais dramático desde o final da ditadura militar. Há quatro anos, inconformadas com a derrota eleitoral, as forças conservadoras de nossa sociedade utilizaram todos os recursos para anular esse resultado e provocar a paralisia do governo até levá-lo a um impeachment. Rapidamente começaram a mostrar seu verdadeiro objetivo: o governo de ocupação impôs grandes derrotas ao povo. Atropelou direitos civis e democráticos, aboliu direitos sociais, abortou o desenvolvimento econômico e solapou a soberania nacional.

Chegada a hora do julgamento popular, o que eles têm a mostrar é uma economia paralisada, com desemprego, inseguranças de todo tipo e o sentimento generalizado de ameaça a qualquer futuro promissor para o país. De resto, não se trata apenas do Brasil. Há sinais muito claros de estímulo externo a soluções de força em toda a América Latina, a começar pela Venezuela.

As forças conservadoras não têm o que oferecer aos cidadãos, conquistando apoio pelo voto. Agora, diante do derretimento das candidaturas "moderadas" da coligação golpista, esses interesses jogam todas as suas cartas em apoio ao que há de mais abjeto e perigoso no campo da política: uma candidatura não apenas conservadora, mas uma porta de entrada para um regime de terror, de ditadura com cores fascistas. Não apenas o capitão candidato, mas vários militares na ativa e na reserva têm indicado a preparação da opinião pública para uma saída fardada à crise política.

 Nesta eleição existem muitos candidatos, mas apenas dois lados. O lado do golpe e o lado da resistência, que hoje abriga três candidaturas diferentes, mas uma trincheira em comum.  

Coletivo de esquerda, de caráter suprapartidário, o Fórum 21 reitera o compromisso de empenhar-se pela unidade do campo democrático, seja qual for o candidato que o representará no segundo turno. Ainda que a maioria de seus integrantes tenha desde logo apoiado a chapa encabeçada por Fernando Haddad e Manuela D’Ávila. O que está em jogo, no momento, é mais do que uma presidência, é a própria sobrevivência de qualquer ambiente democrático.

Essa trincheira de unidade das forças de resistência precisa ter como objetivo grandes bandeiras de reconstrução do país:

- Revogação de todas as medidas antipovo do governo Temer. Chega de políticas de austeridade e desemprego para os debaixo e regalias para os de cima,

- Enfrentar o desmonte do Estado que tem devastado as políticas de educação e saúde, levando insegurança para os trabalhadores e suas famílias.

- Enfrentar a promoção do desenvolvimento e a redução das desigualdades, com a democratização da propriedade da terra, o acesso à moradia, à saúde, à educação e à segurança, em todas as suas dimensões.

- Retomar a soberania nacional sobre nossos recursos e nossos direitos. O petróleo é nosso, o Brasil é nosso. Chega de privatizar e desnacionalizar o patrimônio público.

- Colocar o Brasil de novo no cenário internacional, deixando a atitude de colônia submissa a que foi conduzida pela política externa vende-pátria do governo de ocupação.

Sob pena de serem engolidas pelo cerco conservador, as diferentes correntes progressistas estão quase condenadas a fomentar a organização de movimentos de base, nos locais de trabalho, nas escolas, movimentos sociais, comunidades. Não apenas para conquistar a presidência, mas para garantir um congresso responsável que apoie esse projeto. Não apenas para o combate eleitoral, mas para dar sustentação a mudanças políticas que o novo governo popular precisará implementar para desmontar o retrocesso já operado pelas forças do golpe. Um novo governo, que enfrente o estrago produzido pelo golpe e as ameaças já existentes de nova intervenção, precisa se apoiar na mobilização e no protagonismo popular. O Brasil tem que ser governado pelo voto e pela vontade do povo, não de ditadores, usem a farda dos generais, a toga dos juízes ou o monopólio da comunicação.

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Tue, 25 Sep 2018 10:05:00 -0300 https://www.redebrasilatual.com.br/politica/2018/09/manifesto-de-forum-pede-uniao-da-esquerda-para-o-segundo-turno