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Número 96, Junho 2014

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Duas vezes Dalí

Praticamente toda a trajetória artística do espanhol-catalão Salvador Dalí poderá ser visitada neste ano em duas exposições no Brasil, no Rio e em São Paulo
por Xandra Stefanel publicado 23/06/2014 15h55, última modificação 23/06/2014 18h23
Praticamente toda a trajetória artística do espanhol-catalão Salvador Dalí poderá ser visitada neste ano em duas exposições no Brasil, no Rio e em São Paulo

Rio de Janeiro Praticamente toda a trajetória artística do espanhol-catalão Salvador Dalí poderá ser visitada neste ano em duas exposições no Brasil. Salvador Dalí fica em cartaz até 22 de setembro no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro. Em outubro, segue para São Paulo, no Instituto Tomie Ohtake.

Essa é a mais completa exposição do artista no país, com 150 peças, entre pinturas, gravuras, fotografias e objetos. Apesar de ter ênfase na fase surrealista, o CCBB também exibe as primeiras pinturas, o período cubista e obras que mostram o interesse de Dalí pelos pintores metafísicos.

Já a mostra Salvador Dalí – Esculturas, em cartaz até 15 de junho na Caixa Cultural Brasília, apresenta 26 esculturas do artista, a maioria feita em bronze na década de 1970. No CCBB-RJ, de quarta a segunda-feira, das 9h às 21h, na rua Primeiro de Março, 66, no centro da capital fluminense, (21) 3808-2020. Na Caixa Cultural Brasília, de terça a domingo, das 9h às 21h, no SBS, quadra 4, lotes 3/4, na Asa Sul, (61) 3206 9448. As duas exposições são gratuitas.

Por mais livros em braille

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Segundo a Fundação Dorina Nowill, que atua há quase 70 anos na inclusão social de pessoas com deficiência visual, 95% do que o mercado editorial brasileiro publica não tem versão em braille. Por isso, a entidade lançou Palavras Invisíveis apenas no sistema de leitura por tato. Sob o tema “Tudo aquilo que não se pode ver”, o livro traz textos inéditos de Luis Fernando Verissimo, Lya Luft, Eliane Brum, Martha Medeiros, Fabrício Carpinejar, Antonio Prata, Tati Bernardi, Ivan Martins, Carlos de Brito e Mello e Estevão Azevedo.

A ideia é provocar o debate sobre o acesso universal à cultura, do que os cegos são privados. O hotsite www.palavrasinvisiveis.com.br traz o audiolivro e vídeos em que pessoas com deficiência visual leem os textos.

Contos de humildade

O escritor Hans Christian Andersen, mundialmente conhecido por contos de fadas, teve uma infância bem pobre. Aos 11 anos, depois que o pai morreu, o garoto teve de deixar a escola e começar a trabalhar. Autor de O Patinho Feio, O Soldadinho de Chumbo e A Pequena Sereia, não é à toa que ele sempre se identificou com pessoas humildes e marginalizadas. O livro infantil Minimaginário de Andersen (Companhia das Letrinhas, 190 pág.) reúne histórias que têm a presença desses personagens ilustradas por Salmo Dança. R$ 43.

 

Centenário de Iberê

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A exposição Um Trágico nos Trópicos, em cartaz até 7 de julho no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo, marca o início das comemorações do centenário de nascimento do artista gaúcho Iberê Camargo.

A retrospectiva ocupa todo o prédio do CCBB com 145 obras, entre pinturas, desenhos e gravuras. As telas grandes e trágicas e os carretéis – brinquedo de infância do artista – fazem parte da exposição. O gaúcho morreu em 1994, em Porto Alegre, e deixou um acervo de mais de 5 mil obras, grande parte pertencente à Fundação Iberê Camargo, parceira da exposição. De quarta a segunda-feira, das 9h às 21h, na rua Álvares Penteado, 112, no centro de São Paulo.

Informações: (11) 3113-3651. Grátis.

Capoeira ensina a gingar na vida

Capa_Capoeira.jpgA historiadora Letícia Vidor de Sousa Reis está de volta com Capoeira, uma herança cultural afro-brasileira (Selo Negro Edições). Depois do livro De Pernas para o Ar, também sobre capoeira e escrito a partir de sua tese de mestrado, esta nova obra tem edição didática e é destinada às aulas do ensino médio, dentro da Lei 10.639/03, que determina a obrigatoriedade do ensino da cultura afrobrasileira. Na companhia da mãe, a arquiteta Elisabeth Vidor, produziu um livro rápido, denso e abrangente sobre a capoeira.

No prefácio escrito pelo batuqueiro, capoeirista, teólogo, filósofo e mestre em educação Antonio Filogenio de Paula Junior, a filosofia da capoeira aparece às claras: “Há muitos anos tenho dito que a capoeira transformou a maneira como olho para as coisas. E assim, penso que ela também pode transformar a vida das pessoas de modo geral. Costumo dizer que aprendi a gingar na vida com as situações que nos chegam, sejam agradáveis ou não.

A partir da esquiva e da flexibilidade, permite-nos olhar os desafios de diferentes ângulos e amplia as possibilidades de solução. O equilíbrio não é apenas físico, mas também psíquico e espiritual. A paciência é um dos maiores atributos que a capoeira ensina”. As autoras equilibram a narrativa entre a história do Brasil, da monarquia, da escravidão e dos movimentos que os negros realizavam. Em um dos capítulos, contam a história dos mestres Bimba e Pastinha, os pais da capoeira do Brasil. (Paulo Salvador)

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