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Número 35, Maio 2009

Resumo

Mailson 1.782%

por Paulo Donizetti de Souza publicado , última modificação 02/03/2018 11h43
Ohi
vestibular

Em artigo para uma revista semanal, no final de abril, o ex-ministro da Fazenda Mailson da Nóbrega expressou a mágoa do “mercado” oposicionista com a troca de comando do Banco do Brasil. O novo presidente, Ademir Bendine, assumiu o cargo em 23 de abril, em substituição a Antonio Lima Neto, com o compromisso de tornar o banco mais competitivo nas políticas de crédito. Mailson nega um quase-consenso mundial – de que uma das vacinas do Brasil ante a crise foi contar com forte sistema bancário público –, acusa a troca de comando de “política” e volta a defender a condenada tese da privatização do banco. “Já não existe falha de mercado que exija um BB estatal”, disse. Mailson participou da elaboração dos planos Bresser (1987) e Verão (1989, ano em que a inflação atingiu 1.782%) e tomou as primeiras medidas que iriam escancarar a economia brasileira nos anos 1990.

Haja laranja

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou parecer que veta a parlamentares a posse de canais de rádio e TV. A reação ao parecer do senador Pedro Simon (PMDB-RS), que pode inviabilizar a renovação de concessões de emissoras para os parlamentares que atuam como empresários de mídia eletrônica, foi imediata. “O que aconteceu na CCJ foi um absurdo”, protestou Antonio Carlos Magalhães Júnior (DEM-BA), sócio da TV Bahia, afiliada da Rede Globo. A decisão terá de ser votada em plenário. Pelo menos 50 deputados e 20 senadores possuem outorga para operar emissoras.

Fundamental

“Pois, senhor meu marido, eu não entendo a vida sem harmonia” Chiquinha Gonzaga (1847-1935), compositora, republicana e abolicionista, intimada a escolher entre o marido e a música.

Temperos indigestos

Boa parte dos alimentos no Brasil apresenta altos índices de resíduos de agrotóxicos. É o que constata o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A pesquisa de 2008 coletou 1.773 amostras de 17 produtos monitorados, em 15 estados. O pimentão é o vilão, com presença de agrotóxicos em mais de 64% das amostras. Depois vêm morango (36%), uva (32%), cenoura (30%), alface (19%), tomate (18%) e mamão (17%). Os menos afetados foram a manga, com apenas 0,99% de veneno, seguida de banana, batata, cebola e feijão, todos com menos de 3%. A pesquisa alerta: além de comprometer a qualidade dos alimentos, os agrotóxicos têm impacto na saúde das pessoas que trabalham em seu cultivo.

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