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Número 30, Dezembro 2008

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Falando em vampiro

por Xandra Stefanel, Revista do Brasil publicado , última modificação 10/01/2018 12h17
divulgação
Catherine Deneuve e David Bowie

Catherine Deneuve e David Bowie

Pós-moderno

Fome de Viver é de longe o melhor filme “vamp” da década de 1980. É a história de seres imortais que se alimentam de sangue e da força vital dos seres humanos. Sensual e neogótico, foi a estréia de Tony Scott (Ases Indomáveis) como diretor. A vampira Miriam (Catherine Deneuve) vive com o também imortal John (David Bowie), até que ele começa a perder o apetite e a envelhecer. A entrada em cena da geriatra Sarah (Susan Sarandon) vai mudar a história.

Direto da fonte

Em 1992, o consagrado diretor Francis Ford Coppola eternizou para sua moderna linguagem cinematográfica o Drácula de Bram Stoker. Deu tão certo que arrebatou três Oscar. O vampiro é Gary Oldman e sua amada, Elisabeta, é Winona Ryder. Antony Hopkins é Van Helsing.

Elenco estelar

Entrevista com o Vampiro (de Neil Jordan, 1994) fecha o pacote de “indispensáveis na prateleira” dos fãs do gênero – seja para quem gosta dessa metafórica associação entre as relações sociais e humanas, ou para quem apenas se diverte. Depois de 200 anos, Louis (Brad Pitt) decide contar sua história ao repórter Daniel (Christian Slater). Em crise de identidade, começa, junto à pequena Claudia (Kirsten Dusnt) e Armand (Antonio Banderas) a procurar vampiros como ele, diferentes de Lestat (Tom Cruise), impiedoso e perverso.

Clássicos

A primeira versão cinematográfica inspirada em Drácula, o romance de Bram Stoker, é Nosferatu, Uma Sinfonia do Terror (Alemanha, 1922). O filme mudo conta a história do corretor de imóveis Hutter (Gustav von Wangenheim) e sua mulher Ellen (Greta Schröder), que cai nas graças do Conde Graf Orlock (Max Schreck). O filme de Friedrich W. Murnau, clássico do expressionismo alemão, sobrevive aos processos movidos pela viúva de Stoker contra o diretor. Drácula estreou no cinema falado em 1931, agora autorizado por Stoker. O filme de Tod Browning consagrou o ator húngaro Bela Lugosi como Conde Drácula. Quando morreu, em 1956, Lugosi foi enterrado com a capa do personagem. Christopher Lee foi outro eternizado, graças ao vampiro. A fotografia é show à parte em O Vampiro da Noite (de Terence Fischer, de 1958).

Em 1979, o alemão Werner Herzog refilmou Nosferatu, com Bruno Ganz e Klaus Kinski. Os primeiros planos, com múmias e vôos de morcego em câmera lenta são o prenúncio do que Lucy (Isabelle Adjani) irá viver, entre sonho e realidade

Multiexposição para crianças

O Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília promove até 18 de janeiro a exposição Arte para as Crianças, com 16 importantes artistas contemporâneos, brasileiros e americanos. Yoko Ono terá sete obras expostas, há animação inédita sobre a obra do russo El Lissitzky, espetáculos, homenagem a Athos Bulcão, esculturas de Amílcar de Castro, poesia de Manoel de Barros e sala de vídeo-histórias. Confira a programação completa em www.bb.com.br/cultura

Futebol de batom

Futebol já é coisa de mulher faz tempo. Depois que a Marta foi eleita a melhor jogadora do mundo, no ano passado, tornou-se ainda mais. Por isso a jornalista baiana (porém vascaína) Clara Albuquerque lançou o útil e engraçado A Linha da Bola – Tudo O Que As Mulheres Precisam Saber Sobre Futebol e Os Homens Nunca Souberam Explicar! (Ed. Gryfus). Descontraído, o livro traz a história do esporte, modelos de uniformes, esquemas táticos, posições, principais técnicos e jogadores da história, incluindo breves biografias, estatísticas e muitas explicações. Um olé de salto alto. R$ 35, em média

Natal de Gonzagão

Em 1954, Luiz Gonzaga gravou com Zé Dantas Cartão de Natal em 78 rotações. O disco quase desconhecido foi resgatado por Elba Ramalho no CD Natal Bem Brasileiro, com 13 faixas inéditas do cancioneiro natalino. Maria Bethânia, Flávio Venturini, Maria Alcina, Jane Duboc, Zezé Mota, Dominguinhos, Wanderléa, Miúcha, Olívia Hime, Marcos Sacramento e Célia também participam. O único fonograma que já existia é Poema de Natal, na voz de Vinicius de Morais, com Toquinho ao violão. O Poetinha completa o álbum com a faixa-título, dueto com Francis Hime e Leila Pinheiro.

De mal a pior

Desta vez o polêmico Michael Moore resolveu fazer um raio X do sistema de saúde americano. O documentário Sicko – $O$ Saúde, indicado ao Oscar de melhor documentário, traça um perfil do sistema doente (sick, em inglês) a partir dos cidadãos comuns, que têm suas vidas destruídas porque não possuem seguro de saúde ou que, quando têm, precisam passar por uma burocracia sem fim. O documentarista mais odiado pelos republicanos mostra ainda os sistemas públicos de saúde do Canadá, da Inglaterra, França e de Cuba, onde o atendimento seria ótimo e gratuito. Já em DVD.

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