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Número 21, Fevereiro 2008

Resumo

Carteira de trabalho em alta

por Paulo Donizetti de Souza e Vitor Nuzzi publicado , última modificação 29/09/2017 12h07
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Em 2007 o Brasil abriu 1.617.392 novos postos de trabalho com carteira assinada, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho e Emprego. Foi o melhor resultado desde 1992. O recorde anterior (1,5 milhão) era de 2004. Todos os setores de atividade cresceram, com destaque para serviços (587.103, alta de 5,29%), comércio (405.091, 6,56%) e indústria (394.584, 6,09%). O maior crescimento percentual foi da construção civil: 13,08%, ou 176.755 vagas a mais. O quadro a seguir dá uma idéia dos diferentes momentos do emprego formal no Brasil.

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Não à escravidão

Outro recorde positivo no ano, na ponta mais degradante do mundo do trabalho: a libertação de 5.877 pessoas em condições análogas às de escravidão. É o maior número desde 1995, quando foi criado o Grupo Especial de Fiscalização Móvel. De lá para cá, 27.645 pessoas foram libertadas.

Dança da chuva

Nelson Hubner bateu, talvez, um recorde de interinidade, à frente do Ministério de Minas e Energia durante oito meses. Em 21 de janeiro Edison Lobão tornou-se o efetivo. A demora para a decisão talvez se explique pelo seu DNA. Lobão foi eleito senador pelo PFL do Maranhão, embora hoje esteja no PMDB do Sarney, o que, diria Pablo Milanés, “no es lo mismo pero es igual”. Enquanto isso, no Senado, seu garoto e suplente Lobão Filho (ainda preservando o sangue tipo PFL) também demorou um pouco para assumir; a bagagem, com uma ficha corrida de denúncias a ser investigada, devia estar pesada.

Imunidade?

Mesmo longe de estar imune, o Brasil apresenta uma situação mais tranqüila para enfrentar um possível desaquecimento da economia mundial, por causa da crise enfrentada pelos Estados Unidos. A análise é da revista britânica The Economist. Para a publicação, três fatores favorecem o Brasil: demanda interna forte, maior integração com os mercados e menor dependência comercial dos Estados Unidos.

Na fervura

Enquanto se apressa para vender a Cesp, o governo paulista tenta não perder também em outros “negócios”. Já autorizou o consórcio liderado pelo Citibank a avaliar a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae). A Aneel já aprovou a transferência da concessão da Usina Termelétrica Piratininga, da Emae, para a Petrobras, outro indício de que a empresa está prestes a ser passada no martelo.

E tem quem fale do Lula

Com a anuência dos clubes, o presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo del Nero, teve sua permanência no cargo prorrogada de 2010 para 2014, inspirado na regra da CBF que permitiu que o mandato de Ricardo Teixeira (foto), re-re-re-re-reeleito no ano passado, se estendesse até o “ano da Copa no Brasil”. O cartola, que chegou em 1989, vai superar os 25 anos de reinado à frente da CBF. Em sua gestão a entidade vai bem, passou do modesto edifício no centro do Rio para um moderno prédio na Barra da Tijuca. A seleção está razoável – ganhou duas Copas e sofreu três derrotas memoráveis. E o futebol brasileiro está isso aí.