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Batalha pela inclusão é tema de festival de filme sobre deficiência

São Paulo tem, de quarta-feira (23) a 5 de outubro, festival 'Assim Vivemos'. No Rio, mostra com a arte de Elifas de Andreato vai até dezembro, na Tijuca

DIVULGAÇÃO

Cinema e inclusão

De 23 de setembro a 5 de outubro, a cidade de São Paulo sedia a sétima edição do Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes Sobre Deficiência. A mostra exibe 33 filmes e promove quatro debates sobre os temas autonomia, imagem e estigma, ser artista e autismo. Estarão em cartaz ficções, animações e documentários de 20 países.

O Brasil participa com sete produções: E Agora José, Maria e João, de Marcio Takata; Conjuntos, de Rodrigo Cavalheiro e Monica Farias; Tatuagem e Terremoto, de Sávio Tarso e Nilmar Lage; Marcelo, de Jéssica Lopes; A Onda Traz, O Vento Leva, de Gabriel Mascaro; Marina Não Vai à Praia, de Cássio Pereira dos Santos; e Outro Olhar, de Renata Sette.

“O amor e as lutas políticas das pessoas com deficiência já foram temas do festival. Este ano, recebemos uma grande quantidade de filmes sobre pessoas com autismo, com Síndrome de Down e deficiência intelectual. Mas o grande tema deste ano, que norteia a maior parte dos filmes, é a autonomia, a possibilidade de uma vida com independência. Este assunto surge como o grande objetivo, o grande desejo, o grande sonho. Os filmes, em seu conjunto, nos trazem um belo repertório de experiências, dificuldades e conquistas”, afirma a curadora do evento, Laura Pozzobon. Depois de passar por Rio de Janeiro e São Paulo, o evento deve ser realizado em Brasília em março do ano que vem. Confira a programação completa em www.assimvivemos.com.br. Grátis.

Conversas e cantigas

Um dos artistas mais ativos e importantes para valorização da cultura da viola caipira no Brasil, Chico Lobo acaba de lançar seu primeiro livro, Conversas de Violeiro – Viola Caipira: Tradição, Mistérios e Crenças de um Instrumento com a Alma do Brasil (144 págs., R$ 45), e o álbum Cantigas de Violeiro ­(R$ 25),pela gravadora Kuarup. Em tom de uma boa prosa descontraída, o livro escrito em parceria com o autor e pesquisador carioca Fábio Sombra conta o folclore que envolve as origens do instrumento, passando por causos, crendices e tradições populares. Já o álbum revisita os 30 anos de carreira de Chico Lobo, com folias, modas, batuques, catiras e toques de viola. Entre as 14 canções – duas delas inéditas –, o disco traz a participação especial de Rolandro Boldrin em Simpatia da Cobra Coral, de Xangai em Boi Carreador e de Pena Branca na canção Tropa.

© NICKOLAS MURAY PHOTO ARCHIVESFrida
Frida Kahlo en Vestido Azul, 1939

Frida no Brasil

Vinte telas e 13 obras sobre papel, entre as quais nove desenhos, duas colagens e duas litografias da artista mexicana Frida Kahlo podem ser vistas de 27 de setembro a 10 de janeiro de 2016 no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. A exposição Frida Kahlo – Conexões Entre Mulheres Surrealistas no México apresenta cerca de 100 obras de 16 artistas e revela como Frida acabou se tornando uma figura central na produção de outras mulheres nascidas ou radicadas no quinto maior país das Américas. Entre as 20 pinturas de Frida na mostra, seis são autorretratos. Há também fotografias de Lola Álvarez Bravo, Lucienne Bloch e Kati Horna, que retrataram a artista, e obras de Maria Izquierdo e Rosa Rolanda. De terça a domingo, das 11h às 20h, na Avenida Faria Lima, 201, em Pinheiros. Mais informações: (11) 2245-1900. R$ 5, R$ 10 e grátis às terças-feiras.

mulheresRespeito às diferenças

“Somos fortes, merecedoras de respeito e especiais do jeito que somos, independentemente de opiniões e julgamentos alheios.” Esta é a mensagem que a ilustradora mineira Carol Rossetti quer passar desde que começou espalhar seus desenhos de mulheres pela rede, em abril de 2014. As ilustrações que viralizaram na internet vêm sempre acompanhadas de frases que têm como objetivo reforçar a ideia de que a mulher é dona do próprio corpo e que ninguém tem o direito de criticá-la ou julgá-la por sua aparência, orientação sexual, escolhas etc. Em agosto, seus desenhos foram lançados em formato de livro. Além das ilustrações, Mulheres – Retratos de Respeito, Amor-próprio, Direitos e Dignidade (Ed. Sextante, 160 págs.) também traz textos sobre os temas centrais abordados em seu trabalho, como corpo, estilo, identidade, relacionamentos e superação. R$ 40.

fernanda e "filho"Era uma vez, uma família autoritária

O diretor Domingos de Oliveira lança em setembro o longa-metragem Infância, uma adaptação da peça Do Fundo do Lago Escuro, também de sua autoria. A história que se passa em meados da década de 1950 narra um dia na infância de Rodriguinho (Raul Guaraná) em um casarão de Botafogo, no Rio de Janeiro. Enquanto a avó do garoto, a matriarca Dona Mocinha (majestosamente interpretada por Fernanda Montenegro), espera pelo discurso de Carlos Lacerda no rádio, vêm à tona os conflitos internos e externos, além da decadência cada vez mais evidente da família. Verborrágica e autoritária, Dona Mocinha tenta de todas as formas preservar da passagem implacável do tempo os valores familiares e seu status. O roteiro, também assinado por Domingos, resgata as memórias do próprio diretor, que se coloca frente a frente com a criança que um dia foi. Fernanda Montenegro e Paulo Betti (por menor que seja seu papel) seguram soberanos o filme, que tenta ser uma mistura de drama e comédia.

 

palavra cantadaToca de novo

Sandra Peres e Paulo Tatit celebram os 20 anos de Palavra Cantada com o lançamento de uma caixa com os cinco principais DVDs da dupla: Canções do Brasil (2006), Pé com Pé (2007), Brincadeiras Musicais (2011), Vem Dançar com a Gente (2011) e Pauleco e Sandreca (2013).

O conjunto lançado pela MCD reúne show e “versões visuais” dos clássicos Criança não Trabalha, Bolacha de Água e Sal, Sopa, Rato, Vambora e Carnaval das Minhocas, entre outros. R$ 149,90.


 

ópera do malandrozeca pagodinhoa arca de nó viniciusElifas e as vitrines musicais

A arte que embalou muitos discos da música popular brasileira compõe a exposição Elifas Andreato: Contornos da Música Carioca, em cartaz no Centro de Referência da Música Carioca até 13 de dezembro. A mostra apresenta o universo criativo do artista paranaense que ilustrou mais de 400 LPs.

Além de capas de álbuns de Chico Buarque, Paulinho da Viola, Clara Nunes, Zeca Pagodinho, Martinho da Vila, entre outros grandes nomes da MPB, a exposição reproduz os espaços de criação de Andreato, o cenário de algumas de suas capas em tamanho real e oferece tablets nos quais os visitantes podem ouvir os discos em questão.

Também serão exibidos o documentário Elifas Andreato, Um Artista Brasileiro e vídeos em que o artista fala sobre seus principais trabalhos. De terça a domingo, das 10h às 18h, na Rua Conde de Bonfim, 824, na Tijuca, Rio de Janeiro. Informações: contornosdamusicacarioca.com.br. Grátis.