Direitos Humanos

Repórteres da Rádio Brasil Atual levam dois prêmios Herzog

Marilu Cabañas e Anelize Moreira estarão na solenidade do prêmio no próximo 25 de outubro

fotos regina de grammont/rba
Anelize e Marilu

Anelize e Marilu: reconhecimento à competência e a uma pauta com foco humanista

Marilu Cabañas e Anelize Moreira, da Rádio Brasil Atual, estão entre os vencedores  da 35ª edição do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, com entrega marcada para o dia 22 deste mês, em solenidade no Memorial da América Latina. Marilu receberá o prêmio de melhor reportagem na categoria Rádio, pela série “Voz Guarani-Kaiowá”, veiculada em novembro do ano passado.

A série retratou a luta pela terra da etnia Guarani-Kaiowá, em municípios de Mato Grosso do Sul, como Iguatemi, Dourados e Antônio João. Lutar até a morte é a disposição desses indígenas para recuperar o “tekoha”, solo sagrado. Marilu ouviu familiares de índios mortos por causa da luta, lideranças ameaçadas, líderes da Aty Guassu, professores indígenas, políticos e representantes do Conselho Indigenista Missionário. Visitou acampamentos em beira de estrada e aldeias onde só é possível entrar com escolta da Polícia Federal e da Força Nacional.

Marilu tem 50 anos, 30 de profissão, e integra a equipe da Rádio Brasil Atual desde 2011. Durante a carreira já recebeu seis Prêmios Vladimir Herzog. Anelize Moreira tem 28 anos, quase três de RBA. Receberá menção honrosa pela série “Dores do parto”, apresentada em maio deste ano durante a Semana Mundial de Respeito ao Nascimento. As reportagens denunciam a violência contra mulheres e mostram personagens que optaram pelo parto humanizado.

Esta edição do prêmio recebeu 443 inscrições em nove categorias: Artes (ilustrações, charges, cartuns, caricaturas e quadrinhos), Fotografia, Documentário de TV, Reportagem de TV, Rádio, Jornal, Revista, Internet e Categoria Especial (todas as mídias), que neste ano teve como tema “Violências e agressões físicas e morais contra jornalistas e contra direito à informação”.

Para o diretor da Editora Atitude, Paulo Salvador, um dos responsáveis pela RBA, a premiação é um reconhecimento ao talento das jornalistas e amplia a presença da rádio no noticiário humanista. “Representa o que é praticado na Revista do Brasil, no portal da RBA, nos jornais, na TVT e no ABCD Maior: informação de qualidade, que tem os direitos humanos como matéria-prima”, diz.