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Tata endy trouxe a Copa

ROBSON FERNANDJES/AE Enquanto a bola rolava na estréia da seleção brasileira na Copa da Alemanha, outro Brasil era descoberto pelo jornalista Eduardo Nunomura e o fotógrafo Robson Fernandjes, do jornal […]

ROBSON FERNANDJES/AE
luz

Enquanto a bola rolava na estréia da seleção brasileira na Copa da Alemanha, outro Brasil era descoberto pelo jornalista Eduardo Nunomura e o fotógrafo Robson Fernandjes, do jornal O Estado de S.Paulo:  o país de cidadãos genuinamente brasileiros, da gema, que viam pela primeira vez um Mundial pela TV. Foi em dezembro de 2005 que a eletricidade começou a chegar à aldeia Sapukai, em Angra dos Reis (RJ). Junto, vieram aparelhos de televisão, antenas parabólicas e as geladeiras. A sacada da reportagem Mundial chega à aldeia, publicada  no Estadão do dia 14 de junho, revelava que a maior preocupação do cacique era a Copa chegar antes da energia.

E não é que faltou luz mesmo, e logo na manhã do dia 13 de junho? Segundo Nunomura, foi um tremendo susto na aldeia. Mas pouco antes do jogo começar, o fornecimento de energia voltou, e a tribo pôde, enfim, ver o jogo de estréia da seleção, ela, sim, meio apagada.

Assim como as 74 famílias de índios Guaranis Mbya, outras 3 milhões de pessoas saíram do escuro com a chegada do programa Luz para Todos. Até 2008, o programa chegará a 10 milhões de pessoas no meio rural. A luz, tata endy, como é chamada na aldeia, não vai mais precisar da cera de abelha nem da queima do querosene. E estará também presente na produção agrícola, na conservação dos alimentos e, claro, nesta e nas próximas Copas.