Você está aqui: Página Inicial / Revista do Brasil / Edição 14 / Ô raça
Número 14, Julho 2007

Resumo

Ô raça

por Paulo Donizetti de Souza publicado , última modificação 05/09/2017 16h22
Fabio Pozzebom/ABr
renan

A novela do senador Renan Calheiros (foto) terminou o mês de junho com mais uma saia-justa para o PT. O colunista Tutty Vasques dimensionou bem a renúncia do senador Sibá Machado (PT-AC) à presidência do Conselho de Ética, diante da impossibilidade de levar o caso Renan à votação. “Renúncia de Sibá Machado ofusca a de Tony Blair. Só se fala disso em Londres”, brincou. No blog NoMínimo, Tutty revelou o porquê do prolongamento da história: “Conselho de ética deve esperar fotos de ex-amante de Renan Calheiros na Playboy para tomar posição sobre atitudes do senador. Há mulheres, como se sabe, que justificam tudo. Essas coisas a oposição não vê. Ô raça!”

A Selic e os tubarões

A taxa de juros que o governo paga aos bancos (Selic) segue caindo devagar e chegou a 12% – ao ano. Mas continuam pornográficos os juros cobrados pelos dez maiores bancos do país no cheque especial e nos empréstimos pessoais, em média 8,29% e 5,37%, respectivamente, ao mês. A pesquisa é do Procon de São Paulo.

Novos números do emprego...

Os 913.836 novos empregos formais surgidos de janeiro a maio são o maior número para o período na história do país. O saldo positivo superou os 826.761 dos primeiros cinco meses de 2004 e os 768.343 do mesmo período em 2006. Nos últimos 12 meses, o saldo chegou a superar 1,3 milhão de empregos com carteira assinada. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

...e do desemprego

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) detectou a menor taxa de desemprego na Grande São Paulo desde 1995: 15,5%. O índice médio nacional, apurado em cinco regiões metropolitanas, ficou em 16,4% (ante 17,9% há um ano). Em 12 meses, o rendimento real da população ocupada das cinco regiões pesquisadas obteve um ganho de 6,3%, em média. Por região, esse aumento teve variações bem diferentes: Belo Horizonte, 7,7%; São Paulo, 7,6%; Recife 6,2%; Distrito Federal, 3,7%; Porto Alegre, 3,3%; e Salvador, 1,8%.

Tudo como dantes

George W. Bush (foto) culpou o Brasil e a Índia pelo fracasso das negociações da Rodada de Doha, na Alemanha, onde os dois emergentes discutiam a liberalização comercial com EUA e União Européia. “O presidente está desapontado com certos países que estão bloqueando uma oportunidade de expandir o comércio global”, afirmou o porta-voz da Casa Branca. “Era inútil prosseguir”, declarou o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Os ricos querem que os pobres escancarem a porteira de seu mercado para o comércio internacional. Mas não enxugam tarifas cobradas de produtos dos países em desenvolvimento – sobretudo agrícolas – que entram em seus domínios.

Boicote empresarial

É forte o lobby empresarial no Congresso para barrar a Venezuela no Mercosul. As entidades industriais temem dar espaço para Hugo Chávez (foto), que, acreditam, além de devorar criancinhas, pode atrapalhar negócios com a Europa e os Estados Unidos – que só querem o nosso bem. Para o terceiro maior mercado da América do Sul entrar no bloco só falta o aval do parlamento brasileiro e do paraguaio. Já o poderoso homem do aço brasileiro, Jorge Gerdau, não teme bicho-papão, muito menos pintado pela mídia. Ele, que não queima dinheiro, acaba de investir 90 milhões de dólares numa siderúrgica no país do beisebol. “Achamos que vale a pena”, disse.

Guerrilha informativa

A propósito da Venezuela, a mídia do país tornou-se o centro da pauta depois que Hugo Chávez negou a renovação da concessão da RCTV, uma das principais emissoras privadas. O livro Midiático Poder (Publisher Brasil), do jornalista Renato Rovai, editor da revista Fórum, traz um registro dos antecedentes dessa história e um estudo sobre a disputa política na Venezuela. O autor descreve a participação da mídia tanto no golpe militar de abril de 2002 quanto no “golpe midiático-econômico”, que se passou em dezembro de 2002 e janeiro de 2003, quando os empresários fizeram um locaute sem proporções na história. Analisa ainda o papel dos veículos alternativos no país e sua “guerrilha informativa”. E não poupa críticas aos veículos chavistas. Midiático Poder é uma tese-reportagem que reflete com profundidade o papel dos meios de comunicação nas disputas políticas nos tempos globais.

Mães em período de graça

A Previdência Social estendeu o pagamento do salário-maternidade para mulheres que foram demitidas, a pedido ou por justa causa, ou que deixaram de contribuir. O decreto de Lula determinando a mudança na regra da concessão do auxílio foi publicado no mês passado. Antes, o benefício só era recebido por seguradas com vínculo empregatício. Agora o direito vale para mamães que se encontrarem no chamado “período de graça”, que varia de um a três anos após a demissão e vale para as que derem à luz ou as que adotarem uma criança. A licença dura 120 dias, a partir do oitavo mês de gestação ou do nascimento. Na adoção, é de 120 dias (bebês até 1 ano), 60 dias (de 1 a 4 anos) ou 30 dias (4 a 8 anos). Informações pela internet (www.previdencia.gov.br) ou pelo telefone 135.

registrado em: , , ,