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Revista do Brasil – Edição 137

Dizem os inimigos da democratização da informação que “regulação da mídia é controle remoto”. É o argumento típico dos donos de um negócio cujos lucros e hegemonia dependem em grande medida da desinformação e da ignorância dos que consomem boa parte de seus produtos. Inteligência e independência crítica são inimigas da manipulação. Por isso, pode usar o controle remoto à vontade. Na maioria dos casos, vai mudar do ruim para o pior.

Mais grave do que isso é que o cartel das notícias e do entretenimento não domina apenas os espectros do rádio e da TV – regulados, sim, por uma lei de 1962. Seus conteúdos são campeões de Google, redes sociais, computadores e smartfones. Ou seja, hoje, falar em regulação das comunicações envolve um universo muito mais amplo. De modo a permitir com que de fato, o país estimule a produção de ideias, de cultura e de informação que saia do quadrado da meia dúzia de barões que monopolizam o negócio.

Portanto, a democratização da comunicação é um debate necessário, é o tema do século 21. Mas, claro, como a oportunidade de há alguns anos não foi aproveitada por quem estava com a caneta na mão e a sociedade na escuta, agora é preciso, antes, vencer a batalha pela restauração da democracia propriamente dita.