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Alceu e sua luneta do tempo. Depois do filme, a trilha

por Xandra Stefanel, para Revista do Brasil publicado 20/05/2016 11h04
Reprudução

Nordeste de Alceu

O cantor e compositor Alceu Valença se aventurou pelos caminhos do cinema e dirigiu o longa-metragem A Luneta do Tempo, que estreou em março. Mas não é porque estava atrás das câmeras que Alceu deixou a música de lado: ele compôs toda a trilha sonora do filme pela qual acabou ganhando prêmios nos festivais de Gramado e Aruanda. As 28 faixas compõem um CD duplo homônimo, recentemente lançado pela gravadora Deck. A maioria das músicas é instrumental e todas refletem a rica sonoridade da obra de Alceu. Forrós, maracatus e baiões casam perfeitamente com o filme que se passa no sertão de Lampião e Maria Bonita, ao ritmo de tambores, flautas e triângulos. O disco pode ser ouvido e comprado no site. A trilha do filme está também disponível em formato físico e custa R$ 50,90.

Arte para não esquecerExpoAntonioBenetazzo_foto_Leon_Rodrigues_SECOM.jpg

A exposição Antonio Benetazzo, Permanências do Sensível apresenta ao público 90 obras do ex-dirigente do Movimento de Libertação Popular (Molipo), morto por agentes da ditadura brasileira em 1972. Suas obras, até então inéditas, estavam espalhadas em casas de amigos e familiares e foram garimpadas durante mais de dois anos. “Estamos diante de uma bela obra, a transitar por diferentes estilos e a propor olhares ainda desconhecidos sobre o Brasil do regime militar. É imprescindível destacar que ele foi um grande artista, autor de um projeto estético singular”, afirma o curador da exposição, Reinaldo Cardenuto. A mostra fica em cartaz até 29 de maio no Centro Cultural São Paulo, de terça a sexta-feira, das 10h às 20h, e aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h, na Rua Vergueiro, 1.000, em São Paulo. Mais informações: (11) 3397-4002. Grátis.

Triste animaçãomalak_e_o_barco_foto_divulgacao.jpg

A dura realidade das crianças e adolescentes que fogem da guerra são o tema da campanha internacional Contos Desencantados, do Unicef. Em formato de contos de fadas, três animações apresentam histórias reais de quem já cedo teve de escapar do horror e da morte. O objetivo da iniciativa é fomentar atitudes positivas em relação às crianças que se deslocam em diversas partes do mundo. “As histórias dessas três crianças não são incomuns. Em todo o mundo, pelo menos 65 milhões de crianças e jovens estão em movimento – fugindo de conflitos, pobreza ou climas extremos – em busca de uma vida mais estável e de um lugar que possam chamar de lar”, afirma Paloma Escudero, diretora global de comunicação da entidade. No Brasil, até o momento, Malak e o Barco – Uma Viagem da Síria e Mustafá sai para uma Caminhada – Uma Jornada da Síria receberam legendas em português. Os vídeos podem ser assistidos no canal do Unicef Brasil no YouTube.

A arte da empatiaDIALOGO_NO_ESCURO_foto_divulgacao.jpg

Em cartaz até 30 de outubro no Museu Histórico Nacional, no centro do Rio de Janeiro, a exposição Diálogo no Escuro mostra como é o mundo sem o sentido da visão. Em salas totalmente escuras e conduzido por guias com deficiência visual, o visitante se depara com ambientes que representam características de ruas, parques, comércios e praias: cheiros, sons, temperaturas, texturas e ventos estimulam os outros quatro sentidos. A mostra, que já passou por mais de 140 cidades de 40 países, tem o objetivo de promover reflexões sobre deficiência, diversidade, empatia e tolerância. Os organizadores advertem: “O passeio em si dura pouco mais de uma hora, mas os efeitos podem durar uma vida”. De terça a sexta-feira, das 10h às 17h30 (R$ 6 e R$ 12), e aos sábados e domingos, das 10h às 18h (R$ 10 e R$ 20), na Praça Marechal Câmara, s/n, Rio. Bilhetes à venda no site do Ingresso Rápido.

Brasil místicoEspaco_Alem_foto_marco_anelli_divulgacao.jpg

Depois de uma separação difícil, a artista sérvia Marina Abramović decidiu fazer uma jornada espiritual pelo Brasil em busca da cura e de inspiração artística.  É este percurso que apresenta o documentário Espaço Além – Marina Abramović e o Brasil (foto), de Marco Del Fiol. A artista acompanha os tratamentos de cura do médium João de Deus, em Abadiânia (GO), incorporações no Vale do Amanhecer, no Distrito Federal, e práticas xamânicas, em Curitiba, e conhece o Santo Daime e o chá de ayahuasca, na Chapada Diamantina, na Bahia. “Eu senti uma necessidade pessoal de fazer essa viagem ao Brasil em um momento em que eu passava por problemas emocionais e pessoais. Esta viagem deveria ser como um processo de cura”, afirma Abramović no documentário, que tem estreia prevista para 19 de maio nos cinemas brasileiros.