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Ativistas de direitos humanos vistoriam prédio do DOI-Codi e se irritam com insinuação de delegado de que não houve tortura

O deputado Adriano Diogo (PT-SP), que preside a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo e a Comissão Estadual da Verdade, foi um dos que se irritou com o delegado do 36 DP, Márcio de Castro. Para Diogo, a delegacia que Márcio comanda hoje, funcionou como uma fachada do DOI-Codi, o principal centro de tortura da ditadura militar, instalado nos fundos do distrito policial nos anos 60 e 70. Durante a conversa, o delegado chegou a insinuar que não teria ocorrido tortura no local. A presidente Dilma Rousseff foi uma das presas torturadas no DOI-Codi da rua Tutóia. O deputado Diogo também foi torturado ali. Os jornalistas Vladimir Herzog e Luiz Eduardo Merlino e o operário Manuel Fiel Filho são alguns dos que foram mortos sob tortura no local. A vistoria do prédio realizada pela Comissão de Direitos Humanos da OAB São Paulo e por ex-presos políticos nesta terça-feira, 29, visa o tombamento do espaço e a sua transformação em um memorial em homenagem às vítimas da ditadura militar. O delegado Márcio é contra o tombamento. Para ele, com o tombamento do edifício será preciso pedir ordem até para varrer o chão. Reportagem de Lúcia Rodrigues.