Prisão política

Ativista Rodrigo Pilha passa do regime fechado para o semiaberto

Ativista deve iniciar o cumprimento de pena em regime semiaberto a partir de hoje

APT/Divulgação
Pilha está preso desde 18 de março

São Paulo – O ativista Rodrigo Grassi Cademartori, conhecido como Rodrigo Pilha, deixou o regime fechado na tarde desta segunda-feira (12). De acordo com parlamentares, ele vai cumprir regime semiaberto, trabalhando no período da manhã. “A partir de hoje vamos trabalhar no sentido de conseguir a progressão. Mas primeiro ele precisa iniciar o trabalho externo para trabalharmos a progressão de regime, de semiaberto para o aberto”, relata a advogada do ativista Desirée Gonçalves de Sousa.

Preso desde 18 de março, ele denunciou ter sido agredido no Centro de Detenção Provisória (CDP) II de Brasília. Pilha permaneceu 14 dias preso no local, até ser transferido para o Centro de Progressão Penitenciária (CPP), também no Complexo Penitenciário da Papuda.

Ele foi o único dos cinco detidos em um ato que estendeu a faixa “Bolsonaro Genocida”, em frente à Esplanada dos Ministérios, a permanecer preso. A faixa carregada durante o protesto continha uma ilustração do chargista Aroeira e se tratava de um desagravo ao chargista, perseguido após fazer um desenho associando Bolsonoro à suástica. O símbolo remete ao regime nazista, responsável por uma política de extermínio de milhões de judeus, negros, comunistas e ciganos. Policiais militares, no entanto, reprimiram a manifestação e encaminharam os manifestantes à Superintendência da Polícia Federal, onde foram enquadrados na Lei de Segurança Nacional (LSN)


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