#MulheresDerrubamBolsonaro

Maiores vítimas dos seus ‘inúmeros crimes’, mulheres dão impulso a impeachment de Bolsonaro

Em meio à pandemia, afastamento do atual presidente é uma questão de sobrevivência, segundo Patricia Zaidan, do Levante das Mulheres Brasileiras

Reprodução/Mídia Ninja
Pautas conservadoras e fundamentalistas devem avançar ainda mais em 2021, alerta organização feminista

São Paulo – O governo de Jair Bolsonaro tem sido uma ameaça direta à vida das mulheres. A facilitação do acesso às armas, por exemplo, colabora para uma “epidemia” de feminicídio no país. Maioria das chefes de família em lares nas periferias, também são elas que enfrentam a luta pela sobrevivência, agravada com o avanço do desemprego e o fim do auxílio emergencial. Além da dupla ou tripla jornada, agora também recaem sobre elas os cuidados com vítimas da covid-19, que sobreviveram à doença, mas apresentam graves sequelas.

Nesse sentido, a jornalista e psicóloga Patricia Zaidan, da coordenação do Levante das Mulheres Brasileiras, defende a união de organizações, movimentos e coletivos feministas por todo o país na campanha #MulheresDerrubamBolsonaro.

Esse movimento foi criado ainda em maio do ano passado. No mês seguinte, elas publicaram o Manifesto das Mulheres Brasileiras, que cobrava que instituições como o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tomassem providências contra os “inúmeros crimes” cometidos por Bolsonaro e o seu governo.

“São essas mulheres que estão tentando proteger a vida dos seus filhos. Para evitar que eles sejam assassinados pelas milícias, na mão de traficantes ou sejam atingidos pela polícia militar que age indistintamente nas periferias. Agora voltamos à carga com esses pedidos. O impeachment é urgente. É uma questão de salvar a população da morte”, disse Patrícia em entrevista ao Jornal Brasil Atual nesta quarta-feira (27).

Para além da omissão

Com o avanço da pandemia, a situação se agravou ainda mais. Na mesma medida, elas pretendem ampliar a pressão, nas redes sociais e também nas ruas, pelo impeachment de Bolsonaro.

De acordo com Patricia, é preciso “tomar o Ministério da Saúde” para fazer “parar as mortes”. Ela citou estudo elaborado pela Faculdade de Saúde Pública da USP e a pela organização Conectas Direitos Humanos, que mostra que houve ação deliberada do governo Bolsonaro para auxiliar na disseminação do novo coronavírus.

Assista à entrevista

Redação: Tiago Pereira


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