Reação

Cresce mobilização nas redes sociais por impeachment ‘urgente’ de Bolsonaro

Mortes causadas por falta de oxigênio em hospitais de Manaus, causam indignação e intensificam pressão sobre Rodrigo Maia para dar andamento a pedidos de destituição do presidente

©Laerte/reprodução
Charge da cartunista Laerte expressa indignação por mortes causadas pela falta de oxigênio hospitalar em Manaus. Em tempos de pandemia, movimento por impeachment de Bolsonaro se intensifica nas redes sociais

São Paulo – A morte de pacientes com covid-19 por falta de oxigênio hospitalar em Manaus causa profunda indignação, expressada em um intenso movimento nas redes sociais, que desde ontem (14), pedem o impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Internautas pedem também a responsabilização do governo federal pelo colapso do sistema de saúde no Amazonas.

A hashtag #ImpeachmentBolsonaroUrgente é um dos assuntos mais comentados do Twitter, com quase 100 mil citações ao longo de toda a manhã desta sexta-feira. “Panelaço” também é outro termo que aparece entre os mais citados, em referência ao protesto convocado para esta noite contra o presidente.

Além disso, são inúmeras as citações ao nome do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). É ele quem tem a atribuição de decidir sobre o andamento dos 60 pedidos de impeachment protocolados contra Jair Bolsonaro.

Em seus posts, internautas revelam revolta com a postura de Maia, que se limita a emitir “notas de repúdio” e manifestações críticas à conduta do governo frente à pandemia. Políticos e artistas também se manifestaram também se posicionaram cobrando atuação decisiva do parlamentar.

Nesta quinta-feira, Maia chegou a dizer que a falta de oxigênio em Manaus, além do atraso e da falta de coordenação do plano de vacinação contra o novo coronavírus são resultado da “agenda negacionista que muitas lideranças promovem”. Ele fez ainda um apelo por união de “todas as forças” para salvar vidas. Também disse que é fundamental que o Congresso Nacional retome suas atividades na semana que vem.

Indignação

Outros temas relacionados ao fracasso do governo no combate à pandemia também aparecem entre os assuntos mais comentados. Por exemplo, destaque ao socorro da Venezuela para garantir o suprimento de oxigênio hospitalar na capital amazonense.

Adia Enem por vidas” e “estudantes pedem socorro” também estão entre os termos mais comentados. Os inscritos no exame dizem que o governo Bolsonaro coloca suas vidas em risco ao manter a realização da prova para os próximos domingos (17 e 24), diante do avanço da pandemia. Eles falam em “desespero”, e apontam “insensibilidade” do MEC em não atender os clamores pelo adiamento.

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