Compromisso

Suplicy pressiona Covas por renda básica permanente em São Paulo

Vereador mais votado na capital, Suplicy mandou carta pedindo que Covas reenvie à Câmara projeto que cria a renda básica universal na capital paulista

Divulgação
Projeto anterior foi modificado para a implementação da renda básica emergencial

São Paulo – Eleito como o mais votado na cidade de São Paulo, o vereador Eduardo Suplicy enviou carta ao prefeito Bruno Covas para que ele reencaminhe à Câmara Municipal um projeto de lei que institui a Renda Básica de Cidadania na capital.

Em outubro, os vereadores aprovaram a Renda Básica Emergencial, com o pagamento de R$ 100, por três meses, para famílias de baixa renda e vendedores ambulantes prejudicados pela pandemia. Covas anunciou que deve pagar nos próximos dias parcela única no valor de R$ 300.

Contudo, para facilitar a sua aprovação, a base do governo apresentou um substitutivo ao PL 620/16, apresentado pelo então prefeito Fernando Haddad. A proposta, que previa a instituição de uma renda básica permanente foi transformada em emergencial, com prazo específico. Por isso, Suplicy agora defende que a proposta inicial seja retomada.

“Encaminhei uma carta ontem à noite, sugerindo que ele (Covas) reapresente o projeto do prefeito Haddad que estava em debate. Para aprovar a renda emergencial, ele foi inserido como substitutivo no outro projeto. E terminou a sua tramitação. Estou fazendo um apelo para o prefeito retomar a tramitação do projeto de lei para tornar permanente a renda básica de cidadania em São Paulo”, afirmou Suplicy em entrevista ao Jornal Brasil Atual, nesta quarta-feira (2).

De Maricá ao Vaticano

Suplicy destacou avanços para a implementação da renda básica em Maricá, no estado do Rio de Janeiro. Desde abril, em função da pandemia, o município da Região dos Lagos passou a pagar 300 mumbucas – a moeda social da cidade – por mês para cerca de 40 mil habitantes.

Até o final do ano, o pagamento do benefício deve alcançar a metade da população do município, de cerca de 160 mil pessoas. Além disso, o prefeito eleito, Fabiano Horta (PT-RJ), promete estender o pagamento para toda a população até 2024. Cada mumbuca tem valor equivalente a R$ 1, aceita na maior parte do comércio local.

O vereador também afirmou, ademais, que vai sugerir ao Papa Francisco que a renda básica universal seja incluída entre as propostas de combate à desigualdade defendidas pelo líder religioso. Em 2021, Suplicy deve participar de um encontro de jovens na cidade italiana de Assis para discutir a chamada “Economia de Francisco“.

Assista à entrevista

Redação: Tiago Pereira – Edição: Helder Lima