Capital pernambucana

João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT) disputarão eleição em Recife no dia 29

Eleitos para o segundo turno com 29,17% e 27,95% dos votos, respectivamente, trazem na bagagem legados dos ex-governadores, Eduardo Campos e Miguel Arraes

Divulgação
Marília Arraes e João Campos chegam ao segundo turno em disputa acirrada

São Paulo – A eleição para a prefeitura de Recife será definida em segundo turno entre João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT). Uma disputa que mistura a trajetória política dos candidatos e o legado de seus familiares: os ex-governadores do estado do Pernambuco Eduardo Campos, pai de João, e Miguel Arraes, avô de Marília e bisavô de João. Com 26 anos, o engenheiro civil e deputado federal João Campos foi chefe de Gabinete do atual governador Paulo Câmara. Ele e sua vice, a ex-secretária municipal de Habitação Isabella de Roldão (PDT), receberam 29,17% dos votos. Com três mandatos como vereadora no Recife e atualmente deputada federal, a advogada Marília Arraes tem 36 anos. Ela e seu vice, o advogado João Arnaldo (PSol), receberam 27,95% dos votos.  

Muito perto ficaram o ex-ministro Mendonça Filho e sua vice, a deputada estadual Priscila Krause, ambos do DEM, com 25,11% dos votos. A delegada Patrícia Domingos (Podemos) e seu vice, o produtor cultural Léo Salazar (Cidadania), tiveram 14,06% dos votos. Participaram ainda da eleição Carlos Andrade Lima (PSL), com 1,74%; coronel Alberto Feitosa (PSC), 1,18%. Charbel Maroun (Novo), teve 0,48%; Thiago Santos (UP), 0,15%; Claudia Ribeiro (PSTU), 0,15%; Marco Aurélio (PRTB), X%;Victor Assis (PCO) teve a candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral. Votos brancos somaram 4,90% e nulos, 8,94%. As abstenções chegaram a 19,89% na eleição para a prefeitura do Recife.

Galo da Madrugada

A metrópole mais rica do Norte Nordeste e a sétima do Brasil, a capital do estado do Pernambuco conta com 4 milhões de habitantes. A maior parte do seu PIB, de cerca de R$ 52 bilhões, é proveniente dos setores de comércio e serviços. A indústria da construção civil também merece destaque, assim como turismo, outro ponto forte de Recife.

O carnaval da cidade e da vizinha Olinda é considerado o mais democrático e culturalmente diverso do país. A capital pernambucana abriga, ainda, o maior bloco carnavalesco do mundo, de acordo com o Guinness Book (1995), o Galo da Madrugada.


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